As primeiras horas no lugar mais mágico do mundo

Ah, a Disney. Sinônimo de diversão, alegria, aventura. Finalmente chegou o dia!

O parque abre as 8 horas, mas eu sei que eles costumam abrir 15 minutos mais cedo com um show de boas vindas cheio de personagens e emoção. Então acordamos as 6h30 para dar tempo de vestir todo mundo, dar café da manhã arrumar as mochilas com tudo (lanche protetor solar troca de roupa toalha fraldas etc).

A ideia é chegar no parque as 7h30 para dar tempo de estacionar com calma e ver o show.  

De fato, conseguimos chegar às 7h30… Nós e mais pelo menos UMA CENTENA de carros. E pra completar, o estacionamento é tão grande que precisamos pegar um trenzinho pra chegar até a entrada.

Tudo bem, foco. Estacionamos, andamos até o trenzinho, acomodamos as crianças (“mãe, eu quero ir na janelaaaaa, eu NUNCA VOU NA JANELAA!!!”) Fechamos OS TRÊS CARRINHOS (que abrimos há exatos cinco minutos ao sair do carro), nos enfiamos no banco do jeito que é possível entre carrinhos e crianças. Sorrimos para o entusiasmado funcionário da Disney que passa conferindo se está tudo fechado e o trem pode seguir viagem.

A rota do trem dura uma média de 2 minutos e meio. Não dá nem para descansar.
Mas acabamos de chegar na Disney afinal de contas, quem quer descansar?

E então, ali logo em frente: a portaria do Magic Kingdom! Que emoção! Músicas dos filmes da Disney estão tocando nos alto falantes (bibidi bobidi boo, da Cinderela), a energia geral do lugar é contagiante!! Estou animada. Vamos chegar cedo, assistir o show e não vamos pegar fila para NA-DA. O dia será muito produtivo. E mágico. E vamos conseguir ir em todos os brinquedos.

Só que… me dou conta de que há mais meia dúzia de trens como o nosso chegando. Pessoas brotam de todos os lados formando filas para passar pela entrada. E o parque ainda nem abriu!!
Bom, tudo bem, vamos focar positivo. Estamos QUASE LÁ.

A mocinha entusiasmada com roupa de exploradora da Disney verifica nossos ingressos e nossas mochilas (Mini Carrots, I love Mini Carrots! Ela exclama. Pois é, também curto, é um lanchinho tão prático e saudável).
Pronto. AGORA estou pronta para ver o Magic Kingdom.

Mas em vez disso vejo funcionários gritando “Ferry boat to your left, monorail to your right!” E percebo que AINDA não estamos no parque. Não. Há um lago imenso que precisamos atravessar para chegar lá. Olho para minha parceira de viagem. Balsa ou Monotrilho? Balsa ou Monotrilho??? Não sei, NÃO SEI!! Fiz toda a pesquisa com relação a brinquedos, tempos de fila, mapeamento de banheiros e horário de funcionamento. Mas em nenhum lugar li sobre essa longa jornada para se chegar ao Magic Kingdom.

Reflito por um momento. No monotrilho provavelmente teremos de fechar os carrinhos – enquanto na balsa é só entrar e ficar parado até chegar do outro lado.
Definitivamente não queremos mais desafivelar crianças e fechar carrinhos.

– Vamos de Ferry Boat. Vem, gente! – grito, como se fosse uma monitora de passeio escolar. É assim que me sinto, uma monitora de passeio escolar. Corremos até o barco e nos acomodamos. De nada adiantou correr, porque temos de esperar a balsa lotar. O que leva uns dez minutos, mas tudo bem. Tudo bem! Vamos chegar.

Há uma família de patos brancos flutuando preguiçosamente no lago, e as crianças se distraem felizes com eles, perguntando se são da família do Pato Donald (ÓBVIO que são, digo).

Olho no relógio. 8:07. Tudo bem, o parque já abriu, perdemos o show da entrada. Paciência. Mas também, o que é um show de 15 minutos quando você tem um dia inteiro de diversão, brinquedos, desfiles musicais e fogos de artifício? O importante é que estamos aqui. Respiro fundo enquanto a balsa estaciona suavemente no deque do outro lado do rio. Chegamos! Aqui vamos nós!

*Mais fila pra entrar*

Pego um mapa do parque com o funcionário da entrada e eu me xingo mentalmente por ter usado exclusivamente o waze nos últimos anos para me locomover por São Paulo. Droga. Se eu fosse mais adepta aos mapas gigantescos de papel e ao estilo vintage de se perder, com certeza saberia ler isso aqui bem melhor.

Pessoas com roupas e tiarinhas do Mickey chegam por toda parte e andam resolutas para dentro do parque, com muito mais convicção do que eu. Olho para elas em pânico. Com certeza eles sabem direitinho o que estão fazendo, nem precisam de mapa.

Desisto do mapa e o enfio no bolsão do carrinho. Melhor entrar logo, porque o parque está lotando a cada segundo e sei que vai ficar tão cheio que provavelmente não poderemos ver nem metade das atrações.

“Vamos gente!”

Caminhamos parque adentro, perplexos com a magia do lugar. Cada passo é uma emoção! As cores, as plantas, as fontes de água com a cabeça do Mickey. Os jardins em formato dos personagens. A avenida principal com suas lojinhas e restaurantes, o entusiasmo dos funcionários. A trilha sonora contagiante de músicas da Disney. É tudo muito mágico! Imagine uma mistura de final de copa do mundo com véspera de feriado.

Essa é atmosfera que paira aqui.

E então, logo em frente, ali está ele. Majestoso e inspirador, como se fosse um sonho: O castelo da Cinderela!

“Crianças!!!!! Olhem o castelo!! O CASTELO!” Exclamo, à toa, porque é impossível não notá-lo. 

Ele é como o sol do parque, as ruas gravitam em torno dele, as pessoas se atraem por ele como um ímã hipnotizante. Ficamos alguns segundos contemplando-o, maravilhados, e decido pegar a câmera. 

Preciso fotografar o momento.  

“Sabia que ele foi inspirado num castelo na Bavária, na Alemanha?” Pergunta meu filho. 

“Jura, filho? Legal.. hehe!” Da onde ele sabe esse tipo de coisa? Da revista que comprei antes de virmos? Vou dar um google depois. Pego o celular e peço para todo mundo se juntar. “Vamos tirar uma foto da gente no castelo!” 

“Ué ué ué” Minha pequena começa a reclamar. Ela já está cansada. Chegar até o castelo foi emoção suficiente para um dia, e ela já está pronta para a soneca e encerrar o expediente. 

“Alguém por favor dá uma bolachinha de arroz pra Lea não sair na foto com essa cara de sofrimento?” Peço.  Stella revira a bolsa. 


Nãooo, não quero eternizar este momento da primeira vez de nós na Disney e minha caçula usando chupeta. Já pensou? Minha negligência materna imortalizada no nosso álbum de viagem. 

Vou até o carrinho e alcanço a bolachinha de arroz, que tem um efeito instantâneo na pequena. Ela dá gritinhos de alegria só de olhar. D’us abençoe a bolacha de arroz!


Enquanto isso, o parque já encheu mais. Pessoas com sotaques de todos os cantos do mundo passam por nós, dizendo:
“Excuse me, excuse me.” 

Ignoro todo mundo e me posiciono para a foto. 

“Sorri, pessoal, pelo amor de Deus” Clico cinquenta vezes no botão de fotografar. Alguma com certeza saiu!

Bom, quase não se vê a Lea por trás da bolacha. E o Simon meteu um chifrinho na cabeça da Stella. Lanço um olhar mortífero para o ele, que faz cara de 

santo. Uma enxurrada de gente aparece na 

foto, mas tudo bem. Ali estamos nós 

e o castelo. O castelo! Perspectiva né? 

Envio a imagem para o marido com um monte de emojis. Estamos nos divertindo, está tudo bem. E então volto para o nosso roteiro. Nosso primeiro fast pass é no brinquedo do Peter Pan. Então a rota por ora é:

Banheiro – Vôo Mágico de Peter Pan.

“Vamos, gente!” Chamo, animada. 

E saímos em busca do banheiro mais próximo…

(continua)

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