Como é uma noite mal dormida

Não posso reclamar das noites aqui em casa. É claro que depois de virar mãe eu nunca mais dormi como antes: meu sono ficou mais leve, desperto com qualquer ruído, e não tenho ideia do que significa ‘dormir até as 10’. Mas reconheço que meus filhos são bem bonzinhos e em geral me deixam dormir quase a noite toda.

Esse domingo, no entanto, eles resolveram se unir contra mim. Fui dormir cedo como sempre, deitei lá pelas onze horas. Estava sonhando tranquilamente quando de repente….

noite

Droga. Olho no relógio. Pouco mais de uma da manhã. Bom, vamos esperar ver se ela pára, né? Quem sabe será apenas um gritinho e ela voltará a dormir. Torço para isso acontecer, mas infelizmente não é o caso. Me arrasto até seu quarto e lá está ela. De pé segurando na grade. Com a menor cara de quem vai voltar a dormir. Tento acalmá-la mas ela parece estar animadíssima. Na verdade ela está achando que já é dia e que vamos brincar.

noite 2

Acabo pegando ela no colo e decido que é melhor ir pra sala para ela não acordar o irmão.

Tento acalmá-la cantando, balançando, ninando, dando voltas pela casa, passando pela bagunça dos brinquedos, pela sala de jantar, pela cozinha…. Mas todas minhas tentativas falharam e ela só ficou mais desperta, conversando e mexendo os bracinhos.

noite 3

Considero se vale a pena dar de mamar (demorei um mês para eliminar a mamada da madrugada, foi terrível, noites e noites em claro, choro sem fim…) Decido que hoje estou tão cansada que não me importo mais, só quero voltar para minha quentinha e aconchegante cama, e dormir.

Cinco minutos de leite e pronto, ela estava chumbada.

Vitoriosa, voltei pra cama. Sei que ela vai até amanhã agora. Mas meu sono dura pouco, porque menos de uma hora depois começo a ouvir um ruído leve no corredor. Um barulhinho que conheço bem…

noite 4

Ai minha santa paciência, não pode ser…. ouço com atenção mas meus ouvidos não estão enganados. De fato, são passinhos no corredor.

noute 5

Meu filho sonolento entra e pede ajuda pra ir ao banheiro. Espero alguns segundos para ver se meu marido vai acordar para resolver essa, mas ele nem pisca. Então lá vou eu.

Faço o que meu filho quiser a essa hora da noite. Qualquer coisa para ele não chorar e acordar a irmã. Quer xixi? Faz xixi. Quer leite? Toma leite. Quer me contar uma coisa muito importante? Conta uma coisa. Quer cantar? Canta.

Acompanho-o até o banheiro, tiro sua fralda – (muito bem, está sequinha, parabéns!) – e coloco ele na cama de novo. E é claro que não seria apenas xixi. Ele não consegue voltar a dormir sem a mamadeira de leite morninho dele.

noite 6

Volto pra cama e entro nas cobertas. Tento dormir e percebo que temos uma sinfonia de tosse pela casa, meu filho da cama dele e minha filha lá do seu berço. (Não sei o que acontece. Eu faço inalação, dou remédio, ponho no vapor do banho, dou rino soro, mas nada funciona. A maldita tosse não passa). Começo a pensar que amanhã sem falta vou ligar pra médica de novo para perguntar o que faço. Será que posso dar vacina da gripe neles com essa tosse toda? Melhor anotar as dúvidas para não esquecer….

Por fim, perdida nos meus devaneios e preocupações, acabo adormecendo.

Mas, ao amanhecer, beeeem antes do meu alarme tocar….

noite 10

Penso em ignorar e ver se o meu marido acorda. Por fim, ele vagarosamente abre os olhos, vira para nós e fala: “Bom dia filho!! Ué…. já são 6 horas??” E então, virando pra mim, ele tem coragem de soltar:

noite 11

Grrrrrrrr…………

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