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A Festa do Amarelo

As pessoas sempre brincam sobre a diferença com que tratamos o primeiro, segundo, terceiro filho… Realmente, conforme o tempo passa e nós adquirimos experiência nesse negócio louco chamado maternidade, aprendemos a ir dosando, o que vale a pena priorizar (tempo de qualidade juntos, não se estressar com bobagens, rir cada dia mais das situações, etc)

Primeiros filhos ganham muito mais atenção e tempo a sós com os pais. Caçulas, por sua vez, são mais independentes porque precisam aprender a se virar, afinal, os pais tem os outros filhos para se ocupar, e, na maioria das vezes, já gastaram bastante de sua dedicação, paciência e potencial criativo com os mais velhos (#momentoconfissão). Então com os outros filhos, as coisas acabam sendo mais relapsas.

Por exemplo, veja como ensinamos o primeiro filho a falar:

A gente até tenta um bilinguismo, tal.

E agora, como os outros filhos aprendem a falar:

Mas tudo bem, há muitos pontos positivos em não ser primogênito.

Por exemplo, eu sou a filha mais velha entre quatro irmãos. Lembro de quando eu era adolescente meus pais mal me deixavam ir até a esquina no sábado à noite. Já meus irmãos, podem sair à vontade e passar a madrugada fora sem que ninguém reclame.

Entende? Tudo tem seus pontos positivos e negativos.

Mês passado, recebi um bilhete da escola da minha caçula de que eles festejariam a festa do amarelo, então era para todas as crianças irem vestidas de amarelo no dia tal.

O problema é que eu (óbvio) perdi o bilhete. Não lembrava de jeito nenhum que dia que era a festa, só que seria em junho. Resultado: Ela está indo de amarelo todos os dias do mês de junho, só para o caso de chegar o dia da festa.

Isso aconteceria com um primeiro filho? Jamais. Porque no primeiro filho eu provavelmente teria saído para comprar uma roupinha amarela ESPECIALMENTE para o Dia do Amarelo.

Primeiro filho tem até álbum, gente. Só dele.

Eu poderia perguntar na escola que dia vai ser a tal da festa? Claro. Poderia sim. Posso mandar mensagem no grupo das mães pedindo para alguém me dizer quando será? Posso. Mas toda manhã na hora de vesti-la, eu percebo que, mais uma  vez, ainda não mandei a pergunta. E agora, em vez de mandar, estou aqui escrevendo isso.

Então com licença que vou ser produtiva e escrever um recado para a escola, confirmando a data.

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Sobre quando todo mundo pegou Influenza B

A primeira a ter febre foi minha filha do meio.

Foi um febrão, do nada. Seguido de um dia inteiro de total desânimo. Ela deitando pelos cantos da casa, sem vontade de brincar, bagunçar, comer e nem ver televisão.

A parte da televisão me preocupou.

Mas ela só queria ficar deitada, quietinha.

Levei ao hospital. Lotado, não havia nem onde sentar. Peguei-a no colo porque ela mal conseguia ficar em pé. Até sermos atendidas, o exame realizado, termos um diagnóstico e sermos liberadas para voltar para casa levou cinco horas. CINCO HORAS.

Tratamento: 5 dias do Tamiflu. Antitérmico para febre. Muito líquido. Dieta leve. Sem escola ou qualquer atividade por uma semana. E sem contato com os irmãos, principalmente com a irmã pequena, de apenas dois anos.

Sei. Só se trancafiá-la no quarto. Os três, apesar de brigarem direto, são super grudados.

Chegando em casa com ela, eu tento instaurar e manter uma política de isolamento, mas é só eu sair de perto deles por um minuto que quando volto, estão assim:

Maravilha! Bem na cara da irmãzinha.

E é tiro e queda. Dois dias depois, adivinha quem está com febrão? Pois é. A pequena.

Eu, já mais esperta, responsável e experiente, vou ao hospital com um pedido de exame em mãos, para não pegar a monstruosa fila como da outra vez. Mesmo assim, todo o processo leva um tempo, onde brincamos e desenhamos com aqueles brinquedos e giz de cera contaminados da sala de espera do hospital.

Afinal, ela já está doente mesmo né.. fazer o quê. Que brinque com as coisas

Diagnóstico: Influeza B.

Voltamos para casa, e, enquanto estou na cozinha preparando um suco de laranja para as minhas agora DUAS pacientes, meu filho mais velho aparece meio cambaleando e diz, baixinho: “mãe, não estou me sentindo muito bem”.

“Ah, nãooooo filho!! Você também?????”

Mas só de tocá-lo consigo sentir a fervura de sua pele. Dou um abraço. Penso comigo que ele nem precisa fazer exame, seu diagnóstico é mais do que óbvio.

Nesse momento estou sem ação, me sentindo uma espectadora em uma comédia tragicômica. Mas é lógico que vamos fazer o exame. De novo. Mais uma ida ao hospital.

O manobrista já inclusive virou meu ‘brother’, e fez até piadinha:

Engraçadinho. Pergunto para ele se a terceira vez não pode ser por conta da casa (#engraçadinha).

Enquanto esperamos para sermos atendidos, brinco com o meu filho que ele e as irmãs podiam ter combinado de ficar doentes juntos para a gente economizar a viagem e irmos todos ao hospital de uma vez só, em vez de se revezar. Ele ri. Eu rio. E seguimos para a sala de exames. Só para tirar a dúvida do diagnóstico.

Que deu positivo.

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A Vacina da Febre Amarela

Se você mora no Brasil, deve lembrar-se daquele surto da vacina da febre amarela, no ano passado. Lembra?? Todo mundo aflito atrás de uma dose para chamar de sua, os jornais noticiando as filas quilométricas e o desespero.

Fiquei com dó das crianças, que acabaram entrando nessa onda (porque eles são esponjas, escutam os pais comentando, ouvem no rádio, tv, etc, e quando a gente vai ver eles estão fazendo mil perguntas pertinentes e sabendo de tudo), mesmo sendo muito mais informação do que a cabecinha deles é capaz de processar.

Tadinhos. A imaginação não tem fim.

Sempre tem aquela parcela da população que é super precavida e responsável, que consegue perceber quando haverá uma crise ou um surto de vacinas e se antecipam. (Quem são essas pessoas? Aonde vivem? Do que se alimentam?).

Elas dizem coisas como:

Eu, óbvio, não faço parte deste seleto grupo de seres humanos. Não. Por motivos que fogem da minha compreensão, eu acabo procrastinando e sempre deixo para última hora. E quando dou por mim já não há mais a tal da vacina.

Lembro de ter tentado de todas a maneiras: acordar as crianças cedo e chegar horas antes de abrir o posto. Em vão. A fila virava o quarteirão, subia a avenida e já não havia mais senhas. Não contente, liguei em todos os particulares que conhecia e a resposta era sempre a mesma: acabou e estamos sem previsão de chegada. Talvez em março.

E as filas eram tão grandes, mas tão grandes, que se tornaram referência na cabeça do meu filho. Até hoje, quando vemos pessoas enfileiradas num restaurante, no ponto de ônibus, na casa lotérica, etc, ele comenta:

Acabei conseguindo (em março) a bendita vacina.

Todos tomaram, mas até hoje falam no assunto. Me pergunto quando irão esquecer…

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Brincar de cabana

Você brincava de fazer cabana quando era pequeno?

Essa é uma brincadeira muito fácil e é SEMPRE um sucesso. Se você por acaso não teve infância não a conhece, consiste em pegar um lençol antigo (ou uma manta, toalha, o que tiver disponível) e tentar esticá-lo do jeito que der, prendendo-o entre dois móveis, como por exemplo entre dois sofás, formando uma cabana embaixo. Os pequenos piram nisso, colocam a imaginação para trabalhar.. é muito legal.

E no fim, eles acreditam piamente que a cabana deles ficou assim:

Quando na verdade ela é algo assim:

Mas tudo bem né? O importante é eles felizes. E a criatividade à mil.

Eu lembro que brincava MUITO disso com meus irmãos quando era pequena. E hoje em dia meus filhos adoram essa brincadeira também. Tem dias em que eles estão mais inspirados e ficam horas desenvolvendo as melhores técnicas de deixar a cabana esticada e grande (antes de começarem a se matar discutir pela decoração/disposição/espaço/móveis/qualquer assunto da cabana. O que sempre acontece depois de um certo tempo de brincadeira).

Um fator determinante para que ela seja considerada uma cabana de sucesso é se eles conseguem fazer com que fique tudo escuro lá dentro. Logicamente, essa é uma façanha praticamente impossível, mas eu finjo que tento ajudá-los, e fica tudo certo. Depois de um certo tempo tentando eles desistem.

Aí, uma vez montada essa elaborada tenda, eles curtem mobiliá-la, levar livros, lanternas, uma maçã cortada, travesseiros e cobertores, e juram que essa noite sim, eles vão dormir nela.

Bom, essa semana eu estava compenetrada numa leitura enquanto eles montavam uma cabana. Nesse dia em especial os dois estavam super focados e em sintonia, a brincadeira já durava horas sem brigas (o que, como meus leitores já sabem, é uma raridade aqui em casa). Quando de repente eu escuto meu filho de 9 anos comentando com minha filha de 6:

FILHO: Agora só falta fazer um bloquinho de Wi Fi e está pronta.

Um bloquinho de wifi?? Estou intrigada.

EU (precisando me meter no papo): Com assim filho, um bloquinho de wifi? Tipo um modem?

EU: Entendi… e usar o google pra quê por exemplo?

FILHO (após um momento de reflexão): Ah, para se eu precisar pesquisar como fazer fogo, por exemplo.

EU (morrendo de rir): Então tá.

Apresento à vocês caros amigos, a nova geração de montadores de cabanas. Elas são super tecnológicas vêm com wi-fi embutido. Só não possuem fósforos, isqueiros ou boca de fogão.
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*Meu filho fala “desencana”.. o seu também? Acho uma linguagem descolada demais para um menino de nove anos… 

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Pode? Onde? Quando? POR QUE???

Na última semana resolvi anotar as perguntas que as crianças me fazem. Decidi carregar um bloquinho comigo e ir compilando uma a uma. Havia separado um caderninho de notas especialmente pra isso, mas ele foi surrupiado por alguma das crianças e acabei anotando em papeis soltos pela casa, guardanapo, atrás de bilhete da escola, na correspondência, no bloco de notas do iPhone*, enfim.

Segue abaixo algumas das perguntas que consegui resgatar.

Mãe posso ver TV? Só um episódio de Jessie** no Netflix..??? Posso jantar sucrilhos com leite SÓ HOJE? Posso chamar um amigo em casa? Posso comer uma bala? Posso levar a nenê brincar lá embaixo? Me empresta seu celular?

Por que nossa porta é branca? Porta marrom é BEM MAIS bonito.

Por que meu dente ainda não caiu? Ele vai cair hoje? E até eu fazer seis anos ele cai? Você que se fantasia de fada do dente né? Fala a verdade, eu sei que é você. Não existe fada do dente né?

O que é um município? E o que é um estado? Quantas capitais tem no Brasil? Como você nunca contou? E no mundo? Você sabe qual foi o melhor jogador da Copa? Aposto que não.

EU: Não estava vermelho, estava amarelo.

FILHO: Não estava não, ficou vermelho ‘no meio que’ a gente estava passando.

Por que aquele homem é pobre? (apontando descaradamente)

Quanto tempo demora um minuto? E um segundo? E um milésimo? Você pode procurar no google como se faz bolo de brigadeiro gostoso? O nosso não saiu muito bom da última vez.

O que acontece com a família do carro quando a gente compra ele? Carro não tem família igual passarinho? Carro pai, carro mãe…? O que é ser vivo?

Por que a gente não pode comprar mais um peixe?

Você conhece uma loja chamada VINTE E CINCO? Minha professora falou que lá tem tudo.

Você acha que a alma da nossa bebê é a mesma alma do bisavovô que morreu?

(continua)

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*Obrigada especial ao meu marido que me ajudou pacientemente a lembrar de todas várias  para registrar aqui. 
**Jessie é um seriado sobre uma babá (super linda fofa legal e amorosa) que cai de paraquedas na casa de uma família super rica de NY, que tem 4 filhos adotivos e os pais estão sempre viajando. Eu me divirto muito assistindo com eles, e fico brava me sinto traída quando assistem sem mim.

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O parque de Pula Pula

Íamos num daqueles parques cheios de pula pula. Sabe? Aqueles que você paga por hora e a criança fica lá pulando pra cima e pra baixo, gastando energia e sendo feliz enquanto as mães sentam, fofocam e assistem? (ou pulam junto, dependendo do humor da mãe no dia. Ou correm atrás dos irmãos menores que não podem pular. Enfim)

Estava tudo acertado com uma amiga que ia junto, e as crianças empolgadíssimas com o passeio. Saímos de casa na pressa (como sempre), porque a bebê tinha acabado de acordar, então ela veio de pijama mesmo e eu levei uma roupinha para trocar lá.

Eis que a gente chega no parque – tira as crianças do carro, abre o carrinho, prende a bebê, pega a sacola de lanche, bolsa, celular, etc-  e entrando lá eu reparo que minha filha de cinco anos está vestida com uma linda saia de tutu rosa.

Saia. De tutu rosa. Num parque de pula pula. Onde ela vai brincar, pular, cair, se jogar, levantar a perna, abaixar a perna, abrir a perna, dar cambalhota… Eu sei que ela é só uma criança, mas não dá né?

EU (incrédula): Filha, você veio de saia??

Ao que ela me responde, serena:

Tá minha filha, tá linda.

Como falar pra ela que não ia rolar ela brincar no pula pula assim de saia?? Que ela devia ter colocado uma calça pra esse programa? Afinal a mãe sou eu né, ela só tem cinco anos, eu que deveria ter prestado atenção nesse detalhe antes de sair de casa.

Tadinha. Não da pra pular de saia, mas também não da pra dar a notícia de que ela não vai pular hoje.

O que fazer?? Posso procurar uma loja de roupas e comprar uma calça pra ela aqui perto? (não tem nada aqui perto…) Posso comprar ou pedir emprestado aqui no parque? (eles não tinham), quando achei uma solução.

Olhei pra minha bebê de um ano (que veste roupa de dois). Olhei pra minha filha de cinco anos (que veste roupa de seis a oito). E tive uma luz:

Dei o pijama da bebê pra ela.

Ficou ultra curto mas coube.

Filha pulou feliz da vida.

Bebê não entendeu nada mas ficou feliz, porque nessa idade eles sempre estão felizes né?

E mamãe solucionou mais um incidente maluco… (que parece que só acontece na minha casa, impressionante. Já leu o post da calcinha?)

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Passaportes

Essa semana fomos tirar passaporte para os pequenos. Neste post pretendo relatar esse momento.

Mas antes preciso esclarecer um ponto sobre eu e o meu marido: nós não somos pessoas organizadas. Simplesmente não conseguimos, não temos capacidade. Então quando temos que levar papeis e documentos para qualquer coisa, a gente separa tudo certinho dias antes, e confere mil vezes. As vezes dá certo e a gente leva tudo o que precisa. As vezes não. As vezes falta coisa – não me pergunte como isso acontece, mas acontece.

Enfim, lá estou eu sozinha com os três pequenos (marido estava chegando) e a mocinha atrás do balcão pergunta:

MOÇA: A senhora preencheu os protocolos de autorização?

EU: Protocolos? Que protocolos? Eu trouxe isso tudo aqui ó.

E despejo na frente dela todo o conteúdo da minha pasta: as certidões, cópias, RGs, comprovantes de pagamento, etc.

Aparentemente não era suficiente, pois precisamos preencher um protocolo também.

A mocinha solidária me empresta uma caneta e eu começo a preencher os tais protocolos (que são grandes e complexos) enquanto os grandes (de 8 e 5 anos) correm de um lado pro outro pelo departamento da policia federal, e a bebê (espremida debaixo do meu braço esquerdo) se debate que quer ir farrear com os irmãos também.

Está facil a vida.

Aí o marido chega e assume as crianças enquanto eu tento me concentrar nos tais papeis infernais protocolos.

Protocolos preenchidos, documentos conferidos. Tudo certo!! Hora de tirar foto . Estamos na fila, tudo indo bem, e chegou a nossa vez. Meu filho de oito anos senta na frente da câmera, e uma policial um tantinho mal humorada e impaciente ajeita a cabeça dele, a postura, a câmera, e anuncia:

POLICIAL: Agora, não ri.

Ai não.. Para quê? Adivinhem o que aconteceu? O menino começou a gargalhar feito um doido. A irmã de cinco anos, vendo a cena, começou a rir junto, ficaram os dois gargalhando descontroladamente na frente da policial brava.

E eu? Mãe sábia, madura, responsável que sou, totalmente no controle da situação, não me aguentei. Tive um ataque de riso junto com as crianças. JURO.

Maturidade, a gente vê por aqui.

Eu chorando de rir, pedindo desculpas à policial enquanto mandava as crianças pararem, a mulher com cara de P da vida, o marido alheio à situação porque estava seguindo a bebê que adora sair andando desgovernadamente por aí.

Fui contendo o riso atrás dele e pedi pra assumir a situação porque eu não estava dando conta.

Enfim, conseguimos. Paramos de rir. Pedimos desculpas. Fotografamos todos aos trancos e barrancos. Estávamos indo embora quando minha filha de 5 anos vira para a mulher e pergunta:

Ao que a mulher vingativamente responde:

POLICIAL: Não. Eu tiro fotos e digitais de cadáver.

FILHA: O que é cadáver?

POLICIAL P DA VIDA: Pessoas mortas.

Duas crianças de olhos esbugalhados processando a informação.

FILHA (IMPRESSIONADA): Pessoa morta??

POLICIAL (P DA VIDA, SENTINDO O DOCE SABOR DA VINGANÇA): Isso mesmo…

FILHA (DE OLHOS ESBUGALHADOS): E de pessoa desmaiada? Você também tira?

POLICIAL P DA VIDA: Não, só de pessoa morta.

Recolhemos filhos e documentos e fomos embora.

Agora só daqui a dois anos para a bebê. Para os grandes, dura cinco. Ufa.