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Passaportes

Essa semana fomos tirar passaporte para os pequenos. Neste post pretendo relatar esse momento.

Mas antes preciso esclarecer um ponto sobre eu e o meu marido: nós não somos pessoas organizadas. Simplesmente não conseguimos, não temos capacidade. Então quando temos que levar papeis e documentos para qualquer coisa, a gente separa tudo certinho dias antes, e confere mil vezes. As vezes dá certo e a gente leva tudo o que precisa. As vezes não. As vezes falta coisa – não me pergunte como isso acontece, mas acontece.

Enfim, lá estou eu sozinha com os três pequenos (marido estava chegando) e a mocinha atrás do balcão pergunta:

MOÇA: A senhora preencheu os protocolos de autorização?

EU: Protocolos? Que protocolos? Eu trouxe isso tudo aqui ó.

E despejo na frente dela todo o conteúdo da minha pasta: as certidões, cópias, RGs, comprovantes de pagamento, etc.

Aparentemente não era suficiente, pois precisamos preencher um protocolo também.

A mocinha solidária me empresta uma caneta e eu começo a preencher os tais protocolos (que são grandes e complexos) enquanto os grandes (de 8 e 5 anos) correm de um lado pro outro pelo departamento da policia federal, e a bebê (espremida debaixo do meu braço esquerdo) se debate que quer ir farrear com os irmãos também.

Está facil a vida.

Aí o marido chega e assume as crianças enquanto eu tento me concentrar nos tais papeis infernais protocolos.

Protocolos preenchidos, documentos conferidos. Tudo certo!! Hora de tirar foto . Estamos na fila, tudo indo bem, e chegou a nossa vez. Meu filho de oito anos senta na frente da câmera, e uma policial um tantinho mal humorada e impaciente ajeita a cabeça dele, a postura, a câmera, e anuncia:

POLICIAL: Agora, não ri.

Ai não.. Para quê? Adivinhem o que aconteceu? O menino começou a gargalhar feito um doido. A irmã de cinco anos, vendo a cena, começou a rir junto, ficaram os dois gargalhando descontroladamente na frente da policial brava.

E eu? Mãe sábia, madura, responsável que sou, totalmente no controle da situação, não me aguentei. Tive um ataque de riso junto com as crianças. JURO.

Maturidade, a gente vê por aqui.

Eu chorando de rir, pedindo desculpas à policial enquanto mandava as crianças pararem, a mulher com cara de P da vida, o marido alheio à situação porque estava seguindo a bebê que adora sair andando desgovernadamente por aí.

Fui contendo o riso atrás dele e pedi pra assumir a situação porque eu não estava dando conta.

Enfim, conseguimos. Paramos de rir. Pedimos desculpas. Fotografamos todos aos trancos e barrancos. Estávamos indo embora quando minha filha de 5 anos vira para a mulher e pergunta:

Ao que a mulher vingativamente responde:

POLICIAL: Não. Eu tiro fotos e digitais de cadáver.

FILHA: O que é cadáver?

POLICIAL P DA VIDA: Pessoas mortas.

Duas crianças de olhos esbugalhados processando a informação.

FILHA (IMPRESSIONADA): Pessoa morta??

POLICIAL (P DA VIDA, SENTINDO O DOCE SABOR DA VINGANÇA): Isso mesmo…

FILHA (DE OLHOS ESBUGALHADOS): E de pessoa desmaiada? Você também tira?

POLICIAL P DA VIDA: Não, só de pessoa morta.

Recolhemos filhos e documentos e fomos embora.

Agora só daqui a dois anos para a bebê. Para os grandes, dura cinco. Ufa.

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Tem um bebê em casa

Chegar em casa com a bebê foi um acontecimento muito esperado nessa casa. Bom, lógico, depois de quase quatro anos e meio sem bebê em casa, chegar com ela foi quem nem trazer um ET pra casa. Ou um saco cheio de pirulitos.

Ou uma tarântula.

Sempre me disseram que os mais velhos sofrem com ciúmes, então eu cheguei do hospital super preparada para fazer com que eles se sentissem o mais felizes possível com a nova moradora da casa. Primeiro, entreguei os famosos “presentes que a bebê trouxe” (da onde eles acham que vem esse presente? Do além? Do útero? Que depois de sair um bebê, sai de mim um carrinho de controle remoto e um kit de instrumentos da Peppa Pig? Deixarei essa dúvida no ar porque prefiro não entrar no mérito da questão com as crianças. Uma coisa leva a outra, e não quero que eles me façam MAIS perguntas…)

Aliás, não foi isso o que eles pediram de presente pra quando a bebê nascesse. Quer dizer, foi, mas conforme a gravidez foi progredindo eles foram mudando de ideia a cada mês. No fim minha filha pediu um carrinho de boneca (imaginem ISSO saindo do meu útero) e meu filho – meu pequeno mercenário, vê se pode… – leia mais sobre o tema neste post- pediu 50 R$ (o que pelo menos, pensando por outro lado, é beeem mais fácil de parir né?)

Enfim. Entreguei os presentes. E também algumas balas e pirulitos (como se eu estivesse pedindo desculpa por estar fazendo isso com eles. Tipo: “Filhos agora vocês vão ter que me dividir com uma terceira pessoa… por isso, toma aí uns presentes e doces pra ver se dá uma compensada, e se eu me sinto menos culpada)

Naquele momento funcionou, porque eles ficaram super contentes e excitados. Já minha culpa… Esta me acompanha até hoje, firme e forte. Já virou amiga íntima.

Sentei os dois no sofá de casa e deixei cada um segurar a bebê um pouco. Com todo cuidado do mundo (e rezando por dentro) depositei a pequena trouxinha rosa nos braços deles. Primeiro do meu filho. Depois, nos da minha filha.

Os dois se sentiram grandes e importantes.

FILHA: Posso brincar com ela no meu carrinho de boneca novo????

Por razões óbvias, não permiti. Delicada e gentilmente, afirmei que ela ainda era muito pequena pra brincar no carrinho de boneca. Então eles decidiram que seria uma boa ideia pegar todos os brinquedos de quando eles eram bebês e ficar chacoalhando na cabeça da recém nascida.

Porque com brinquedo de bebê ela pode brincar né?

Só digo uma palavra sobre aquele momento: socorro!!!

Tivemos muitos momentos SOCORRO desde então..

Coitada.

Mas tá dando tudo certo. E o pior é que ela gosta dessa bagunça frenética, é apaixonada pelos irmãos. De vez em quando ela chora porque eles exageram, mas pouco a pouco eles foram aprendendo a dosar as brincadeiras.

E foi assim, no dia a dia, que eles foram aprendendo a lidar com ela. E que eu fui aprendendo a lidar com os três. E que nós cinco fomos sobrevivendo ao primeiro ano da nossa bebê em casa…

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Propina??

Aqui em casa cada filho guarda uma bolsinha de dinheiro. Calma, não é o que vocês estão pensando, uma bolsa cheia da grana.. não. É só um moedeiro em formato de coelhinho (verde pra ele e rosa pra ela) com umas moedas e umas notinhas perdidas que eles já ganharam na vida.

Eu não dou mesada pros meus filhos porque não sou organizada o suficiente pra isso. Já tentei dar uma vez mas como eu mais esquecia do que dava, acabamos abolindo essa moda da nossa casa. (Aceito dicas sobre esse assunto, sei que é ótimo eles saberem administrar seu próprio dinheirinho desde cedo e blá blá blá, mas simplesmente não rolou por aqui)

Enfim. As vezes levo eles na banca cada um com seu moedeiro e deixo eles escolherem o que quiserem – o que é um exercício bacana, porque sempre que eles tem que gastar o próprio dinheiro eles escolhem no máximo uma cartela de selinhos ou uma figurinha. Gibi que custa uns 4 reais eles não compram – muito caro. Quando sou eu que pago eles querem a banca inteira.

Porém, ultimamente tenho notado que meu filho tem tentado comprar as pessoas com esse dinheiro dele.

Veja o exemplo ocorrido há um mês:

FILHO: Mãe, deixa eu convidar um amigo hoje direto da escola?

EU: Filho, hoje não dá… a gente tem compromisso

FILHO: Vai mãe, por favor??

EU: Não dá, mesmo! Outro dia você chama.

 

EU: Oi???

E aí eu expliquei pra ele que não adianta pagar, que a gente não muda os pensamentos de uma pessoa dando dinheiro pra ela (será??) e que isso não é uma coisa bonita de se fazer. Afinal, tá na ‘funça’ de mãe né, criar filhos corretos e íntegros, não corruptos ou subornadores.

Eis que nesse final de semana fomos viajar com uns amigos e no sábado de manhã minha amiga me conta, morrendo de rir:

(Rafa é o amiguinho, filho dela, que estava com a gente na viagem)

EU (também rindo né, porque ninguém é de ferro): e o que você falou pra ele?

AMIGA: que por um real eu não acordava, mas por vinte dava pra gente conversar.

Algum dia ele aprende. Espero. Socorro.

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Para quem ficou com a dúvida: não, ele não aceitou a negociação e não pagou os vinte reais. E o Rafa continuou dormindo até as 11 da manhã. 

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A história da calcinha

Para ler esta história você precisa se despir de todo e qualquer julgamento. Eu sei que é normal julgar os outros, fazemos isso todos os dias, blá blá blá.. Mas eu queria contar essa situação do jeitinho que aconteceu e me sentiria mais a vontade se meus queridos leitores me acompanhassem nessa empreitada livres de avaliações.

Era dia de “fundo do mar” na colônia de férias da minha filha. Ou seja, todo mundo ia fantasiado de seres do fundo do mar. Obviamente, minha filha nada influenciada pela mãe, ama as princesas da Disney e optou usar o seu lindo vestido da princesa Ariel- ou da Pequena Ariel, como ela a chama (para quem não sabe quem é, estou me referindo à Pequena Sereia. A princesa mais linda da Disney. Dê um google.)

Acordamos animados e minha filha se vestiu sozinha.

EU: Uaaau que linda você ficou!!

Escolhemos uma presilha de estrela do mar, penteamos o cabelo, colocamos uma sandália verde e VOILA! Prontas.

Verifiquei se todos estavam devidamente calçados, comidos, etc, e fomos para o carro.

Da minha casa até a colônia de férias dá uns 15 minutos.

Já havíamos percorrido mais da metade do caminho quando minha filha anuncia solenemente (como quem conta que foi à padaria comprar pão):

EU (incrédula): COMO SEM CALCINHA?? VOCE NAO PÔS CALCINHA????

Nem pensei em verificar se ela estava de calcinha antes de sair de casa. Afinal de contas, é uma coisa bem óbvia de se pôr. Não? Em geral o primeiro item da nossa vestimenta. E normalmente minha filha sai COM calcinha, como qualquer pessoa normal. Deve ter sido a empolgação em colocar a fantasia.

O fato era: minha filha estava sem calcinha. E adivinha? Na mochila dela justo hoje não tinha troca de roupa… Por que? Porque hoje não era dia de piscina. E porque Murphie e suas leis imperam sempre né?

Opções:

1- voltar pra casa pegar uma calcinha – fora de questão, eu tinha uma reunião e não daria tempo de refazer todo o percurso.

2- comprar uma calcinha no caminho – Hm. Boa. Se eu encontrar alguma coisa aberta antes das 9h da manhã. 

3- ir sem calcinha – por motivos óbvios, fora de questão. Nem sei porque coloquei como uma opção plausível. 

Bom, achei uma loja aberta. UMA. Daquelas de roupas francesas carésimas, que mancham só de olhar, e a criança assim que põe o vestido suja de molho de tomate ou de suco. O que a loja francesa estava fazendo aberta antes das 9 da manhã? Não sei. Talvez estivesse no fuso horário europeu.

Mas, no desespero, vamos tentar né? Vai que esteja em promoção. Vai que eles estejam distribuindo brindes justo hoje. E numa onda de otimismo desses Vai Que, lá fui eu.

Abri o jogo com a vendedora (impecável, diga-se de passagem.)

EU: Moça, minha filha saiu sem calcinha, preciso comprar uma calcinha. Você tem?

MOÇA (com um sorriso gentil): Não trabalhamos com roupas íntimas… Mas temos biquini.

Legal!! Biquini é uma ótima!!

EU: Pode ser!

Aí ela me mostra o tal do biquini.

Preço: R$ 359,00. Não é mentira. É sério.

Fora de cogitação.

Agradeci e saí da loja.

Já tinha perdido uns 3 minutos nessa parada.

Voltei pro carro e tive uma luz:

EU: FILHO DA SUA CUECA PRA SUA IRMÃ!! E VESTE SUA SUNGA.

Eu acho que eu devia estar com uma cara muito nervosa, porque eles nem discutiram. Em segundos minha filha estava de cueca e meu filho de sunga.

E seguiram seus dias como se nada tivesse acontecido. Minha filha de cueca e meu filho de sunga. Irmão é pra isso mesmo, né?

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Rainha Vitória

FILHO: Pai?

PAI: Fala filho

FILHO: Por que nosso prédio se chama Rainha Victoria?

PAI: Ah filho, porque ela foi uma rainha da Inglaterra.

FILHO: Mas a rainha da Inglaterra não se chama Elizabeth?

PAI: Sim.

PAI: Porque há muito tempo atrás, antes da Rainha Elizabeth, houve uma rainha chamada Victoria.

FILHO: Ah, então ela era rainha da Inglaterra na época que o prédio foi construído?

PAI: Não filho, quando o prédio foi construído já era Rainha Elizabeth.

FILHO: Então por que deram esse nome pro prédio?

PAI: Por que acharam um nome bonito.

Ele pausa e fica pensativo. Ufa. Acho que se contentou com a resposta.

Mas não…

Luiz é o porteiro que trabalha aqui há uns 20 anos.

PAI: Não, o Luiz não estava aqui quando o prédio foi construído.

FILHO: Então quem foi que escolheu esse nome?

PAI: Não sei, talvez o arquiteto do prédio.

Silêncio. Ele pensa e processa as informações.

FILHO: Mas o arquiteto não é o dono do prédio..

PAI: Tem razão.. então talvez o incorporador.

FILHO: E o que é incorporador?

*suspiro*

E por aí a conversa continuou fluindo por mais um bom tempo.

Fim.

Socorro.

 

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Mães sob pressão

Olho pra minha bebê de 4 meses e sinto um aperto no coração.. ela mal nasceu e já tem tanta pressão em cima dela! Pressão para mamar direito, para fazer cocô direito, para dormir a noite toda. Para ser uma criança “calminha”. Para mamar no peito até 18 meses. Para adorar a hora do banho.

Poxa, deixa a criança ser feliz!! Deixa a mãe ser feliz! É tanta cobrança em cima deles… e automaticamente em cima de nós, mães também. Porque eles são nossa cria, então se não está tudo 100% certinho com eles, a culpa é nossa né??

O bebê tem 6 meses e ainda acorda a noite? Tem 10 meses e ainda não sabe engatinhar? A criança tem um ano e meio e não anda ainda? Olha, vai ver porque é problema fisiológico! Tem 3 anos e escapa xixi? Fim de mundo!! Tirou nota baixa na prova?? Põe na aula de reforço! Seu filho é bom em esportes? Fala inglês fluente né?? Já sabe nadar?

Socorro! Quantas coisas que precisamos ensiná-los a fazer! A escovar os dentes direito. Lembrá-los de fazer a lição de casa. Manter as unhas cortadas em dia (só aqui em casa são 60 unhas pra cortar – tirando as minhas!). E acertar um jantar que todo mundo na casa gosta, então?? Missão impossível. Isso sem mencionar nosso dever mínimo de educá-los para se tornarem pessoas boas, íntegras, honestas, trabalhadoras, esforçadas….

Quanta pressão, que responsabilidade! Já fiquei tensa só de pensar.

E como se não bastasse nós mesmas nos cobrando, inseguras com nossas decisões o tempo todo – porque mãe é muito boa em se culpar e se cobrar, (ou não, pode ser que você seja uma mãe super segura de si. Te admiro!!! Queria ser assim!) –  a gente é criticada por um monte de gente na rua, no shopping, no supermercado, em festas... Inclusive por outras mães…

Gente, qual é? Estamos todas no mesmo barco, lutando dia pós dia para conseguir educar nossas crianças no mundo doido de hoje. Ninguém nasceu sendo mãe. Ninguém sabe direito o que está fazendo nesse pandemônio que é a maternidade. A gente faz o que acha que tá certo. É na base do erro e acerto. E pior: o que dá certo pra mim pode não dar certo para você! Cada casa é uma casa… 

Mãe sempre erra, não importa o quanto ela tente acertar.
Enfim! Por uma maternidade mais leve, com menos julgamentos e muito, mas muito mais amor, por favor!!

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PS: pra completar, a gente tem que fazer tudo o que foi citado acima E ainda estar lindas, magras, bem vestidas, com a ginástica e alimentação em dia, realizadas profissionalmente, e com o cabelo maravilhoso. Que mundo injusto.

Ufa, cansada só de digitar… vamos dar um tempo?! Aceitar mais, culpar e julgar menos?

Um brinde a todas nós, mães e mulheres maravilhas. Cara, de verdade, tiro o meu chapéu para você que tem um, dois, três.. cinco filhos (guerreira!!!!). Vamos nos dar um tapinha nas costas, somos todas Mulheres Maravilhas meeeesmo.

E ai de quem disser o contrário.

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As coisas bonitas que Ele faz

O que é D’us para você?

Alguém que você procura nos momentos difíceis? Um ser supremo que tudo pode? O criador do universo, do céu e da terra e de todos os seres? Seria o acaso, a natureza, as porções de felicidades, os pequenos milagres diários da vida? Seria – e essa dedico aos mais polêmicos – uma invenção do homem? Ou um velhinho de barba branca que mora no céu e recebe e-mails com cada pedido que a gente faz?

Bom, para a minha filha de 4 anos, D’us é uma linda princesa de vestido que arrasta no chão e que mora num castelo rosa-brilhante-de-flores.

Bem gráfico assim mesmo. E ela adora falar de D’us assim, do nada.

E num belo domingo, desses que a gente fica em casa sem fazer nada, meu marido perguntou pra ela ao notá-la concentrada olhando pela janela através do horizonte:

PAPAI: Filha o que você está olhando aí?

Profundo o negócio hoje né?

PAPAI: E o que você tá pensando sobre D’us?

FILHA: Estou pensando nas coisas bonitas que ela faz (ela = D’us)

PAPAI: Sério? Que legal filha… tipo que coisas?

E ela suspira, com ar de sabedoria, e responde:

FILHA: Ah, tipo o meu irmão.

Ah claro, tipo o irmão com quem ela por acaso acabou de se matar por um bichinho de pelúcia.

Sem mais.

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Conclusões dessa história:

1- Não tente entender as brigas do seus filhos. Se ninguém estiver se machucando, DESENCANA e vai cuidar da sua vida. Demorei pra aprender essa lição, mas assumo que minha vida mudou MUITO depois de começar a agir assim.

2- Minha filha de 4 anos pensa nas “coisas bonitas que D’us fez”… (Não sei se isso é bem uma conclusão, mas o fato ainda me espanta um pouco… tipo…  o quanto VOCÊ pensa em D’us? E nas coisas bonitas que Ele fez?)