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Estamos engatinhando!!

Acho que ainda não comentei por aqui a grande novidade das últimas semanas: a nossa bebê começou a engatinhar. Eee!! \o/  \o/ \o/

Foi de uma hora pra outra: um belo dia ela acordou e, depois de fazer o maior esforço para se arrastar, percebeu que conseguia se mover melhor com as perninhas e os bracinhos trabalhando juntos.

E pronto! De repente ela estava engatinhando, sozinha, independente… #orgulhodamamãe.

Mas… isso significa que agora tenho dois seres móveis aqui em casa. Que se locomovem sozinhos. Pra cima e pra baixo.

E um deles é completamente sem noção.

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Sim. Ela desarrumou a última gaveta da cômoda dela. Jogou todos os bodies e calças no chão. Tive que colar a gaveta com durex para dificultar sua abertura.

Quem mais está curtindo essa nova fase é meu filho. Ele fica brincando de chamá-la pela casa, e se ela não vai ele fica inconformado.

FILHO: irmãzinha??? Aqui, olha!! Veeeem?? Vem? Vem…

Passa alguns segundos e ela não vai. Isso porque ele foi até o quarto dele e está gritando de lá.

A bebê está comigo no tapetinho de brinquedos da sala, nem percebendo que ele está falando com ela. Na verdade, ela parece mais distraída com o tênis que ele deixou jogado quando chegou da escola.

Tiro o tênis imundo sujo das suas mãozinhas e me levanto com dificuldade (gente, sou só eu que demoro pra levantar do chão?? Depois dos filhos parece que eu perdi um pouco a agilidade..) vou ao encontro dele e explico:

EU: Filho, ela está lá na sala. Não é assim que funciona, amor, tem que ir mais pertinho dela, ela tem que te ver…

FILHO: Ah. Tá bom. – Ele responde desanimado.

Mas logo se empolga de novo com uma brilhante ideia: “Então vou jogar bola pra ela pegar.”

Não sei da onde ele tirou essa. Ele está achando que a menina é um cachorrinho, coitada.

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E novamente ela não vai, porque está muito mais interessada no outro tênis sujo de areia. (Ela tem um faro pra achar coisa suja… estava há horas procurando esse outro pé)

Meu filho fica desapontado por ela ainda não reagir muito às brincadeiras dele. Então depois de um tempo ele desiste e vai brincar com suas coisas. E aí que o bicho pega. É só ele deixar de dar atenção para ela que a bebê passa a achá-lo muito interessante.

E em questão de minutos todo aquele clima fofo e fraternal se transforma num campo de guerra.

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(Ela atrapalha porque naturalmente ainda não aprendeu a fazer uma grande fila de carros ou inventar uma história de bombeiros-piratas-mágicos com os bonecos.)

E se eu não sou rápida em resolver a situação (se estou no telefone, ou no banheiro, ou na cozinha preparando o lanche) o caos se instaura. E acaba em choro e gritaria.

Porque meninos de três anos são impacientes.

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E isso acontece todo dia. Algumas vezes por dia.

=) =)

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5 coisas que eu não sabia sobre bebês

1- Tem uma fase em que os bebês se descobrem

Lembro da cara da minha filha quando ela nasceu. No meio de uma sala de hospital, com um monte de gente olhando pra ela. Ela ficou parada, com os olhos arregalados, tipo “O que aconteceu??” Tadinha, dá pra entender né. Ela morava apertadinha e quentinha dentro da barriga, onde só existia ela. Aí de repente, saiu e veio para um lugar enorme, frio, cheio de gente.

Acho que o mundo para um recém nascido é uma coisa estranha. Eles não entendem a dinâmica das coisas, nem sabem que nasceram. Eu li no site do babycenter que depois de algumas semanas fora do útero eles começam a descobrir o próprio corpo e as próprias capacidades.. E se a gente prestar atenção dá pra perceber que eles estão se descobrindo. É muito fofo!! Descobrem que podem chorar, descobrem que podem se mexer… Descobrem que tem braços, mãos, dedos..

Quando minha filha descobriu a mãozinha eu e meu marido achamos ela super gênia!! Tipo UAU!!!! Ela estava olhando para o teto, pensando na vida (daquele jeito que os bebês ficam, meio brisando) quando de repente levantou a mão e começou a mexer pra cima e pra baixo. Aí notou o movimento dela, maravilhada.

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2- Bebês odeiam não curtem muito o berço

Não importa o quanto você caprichar na decoração do quarto, nos protetores de berço, nos móbiles e enfeites. Não importa que você ficou meses para decidir qual berço comprar – o listradinho, o romântico ou o liso?? – e onde seria o melhor lugar para colocá-lo. Eles tem uma fase em que simplesmente odeiam o berço.

Lembro que quando minha bebê era menor ela dormia muito.. Mas como a grande maioria dos bebês dessa idade, ela não sabia ao certo quando ou onde deveria dormir.

Acabava sempre dormindo na pior hora e local possível. E muitas vezes no colo. E aí eu ficava parada, sem poder me mexer, com ela dormindo profundamente nos meus braços.

dorme no sofa

Depois de uns dez minutos sentada praticamente sem respirar, eu tinha a péssima brilhante ideia de colocar ela no berço. Então me levantava, com o maior cuidado, prendendo o ar para ela não acordar, e andava até o quarto pisando na ponta dos pés.

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Então eu me inclinava para deitá-la no seu cantinho rosa. Concentradíssima, porque sei que a transição do colo para o berço é o momento que exige maior foco.

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Mas era tiro e queda.

SEMPRE que ela tocava no colchão ela instantaneamente abria os olhos e começava a berrar. TODA VEZ.

3- O preço do brinquedo é proporcional ao desinteresse do bebê

Quanto mais caro o brinquedo que você der para o seu bebê, menos ele vai se interessar. Descobri isso quando ela tinha uns três meses e começou a colocar tudo na boca. Tipo, tudo MESMO. Desde mordedores caríssimos da Fisher Price até embalagens de salgadinhos e notas fiscais. Os carrinhos e bonequinhos do seu irmão mais velho também são alguns de seus alvos prediletos. Mas os descartáveis com certeza ganham. Caixas de papelão, papéis de embrulho, embalagens, fitas do presente.

Lembro de quando meu avô veio nos visitar e deu de presente pra ela uma bonequinha super fofa, daquelas My First Doll. Eu fiquei super contente com a boneca porque a maioria dos brinquedos da minha bebê são ex-brinquedos do irmão mais velho (tadinha, mal de segundo filho..!)

Empolgada, desembrulhei e entreguei pra ela sua nova companheira. Mas adivinha? Ela nem quis saber da boneca. O que ela sim amou foi o papelão da caixa de embalagem.

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A caixa ficou em casa por duas semanas junto com os brinquedos dela. Aí eu joguei fora, né?

4- Enquanto isso, o interesse do bebê por eletrônicos (principalmente pelo celular da mãe) é proporcional ao seu custo.

Quanto mais caro e mais tecnológico o artefato, mais seu bebê vai querer brincar com ele. O “mordedor” preferido da minha filha é com certeza o meu iPhone…

5- Eles sempre fazem “número dois” na hora mais inconveniente possível

E de preferência, quando você estiver com pressa.

Por exemplo: Quando você está parada no carro no meio da estrada congestionada. Ou bem naquele dia que você saiu sem fraldas extras e lenços umidecidos. Ou quando você está atrasada para a consulta com a pediatra.

Ou quando você está na porta de casa, pronta pra sair. Aí eles fazem aquela cara de concentração, ficam vermelhos e começam a fazer força. É uma cena inspiradora…

hall entrada

Bom, tem mais coisas que eu descobri sobre bebês. Mas não cabe tudo em um post só, porque depois fica muito longo e ninguém quer ler até o final… depois vem a parte dois =)

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Vamos ao teatro?

Adoro levar meu filho ao teatro. É um programa fácil para nós, mães, por inúmeros motivos.

Como por exemplo:

– Tem começo, meio e fim. (Ou seja: não precisa inventar hora pra ir embora)

– É cheio de outras crianças, então tudo bem se seu filho der uns gritos ou fizer bagunça. Ele nunca vai ser O MAIS bagunceiro do lugar.

– É um programa em que as mães não precisam inventar malabarismos, joguinhos e passatempos. Nem cantar, dançar e contar historinha. Porque o entretenimento já vem com a peça.

– Basta sentar confortavelmente na poltrona e relaxar (menos quando o filho ainda é pequeno – aí ele pode ter medo ou vontade de fazer xixi)

Por isso, ir ao teatro é quase um momento de folga para nós.

A primeira vez que levei meu filho ao teatro foi quando ele tinha pouco mais de um ano para assistir Os Saltimbancos, e como ele conhecia as músicas estava super empolgado. Ficamos até o fim da peça e ele amou!

Desde então procuro levá-lo sempre que dá.

Teve uma época que ele achava que a peça terminava quando ele acabava de comer a pipoca e o suco dele. Então ele simplesmente levantava e falava:

cabou pipoca

Mas ainda faltava meia hora de história, e não tinha argumento que fizesse ele sentar pra terminar de assistir…

Quando tiramos a fralda, ele teve a fase “quero-fazer-xixi-na-hora-mais-inconveniente-possível”. Como por exemplo, na única vez em que não sentamos no corredor e sim no meio. Ou quando estávamos na penúltima fileira. Aí ele precisava fazer xixi a cada quinze minutos.

Quando fomos assistir João e Maria não tinha lugar na plateia então tivemos que sentar lá em cima, nas laterais. Perdi a conta de quantas vezes tive que descer toda aquela escada para levá-lo ao banheiro. Acho que ele estava curtindo mais o sobe e desce do que a peça.

Lembro-me de quando fomos assistir ao João e o Pé de Feijão. Ele saiu do teatro confuso dizendo:

FILHO: Mas mãe, eu não vi o pé do feijão.

Tentei explicar que um pé de feijão era uma planta que dava feijão.

tofeijao

Mas não tive muito êxito. Então desencanei.

Bom, o teatro desse domingo seria Pedro e o Lobo. Era uma peça feita com bonecos e luz negra, super diferente. Havíamos combinado com uma amiguinha da escola e os dois estavam super felizes, bagunçando na fila, rindo de tudo, correndo de um lado pro outro do hall do teatro, pulando e conversando sem parar.

Criança dessa idade adora falar. Sério. As vezes eles nem estão falando sobre o mesmo assunto, mas continuam conversando mesmo assim:

blablalba

Tudo estava correndo bem. Compramos os mantimentos, levamos todos ao banheiro e entramos para procurar nossos lugares, no meio daquele mundaréu de crianças empolgadas e pais tentando se instalar.

Sentamos e logo a peça começou.

Meu filho estava com os olhinhos arregalados super concentrado nos diálogos e nas músicas. Fui explicando pra ele o que ia acontecendo, só para o caso de ele não entender.

Aí, depois de ter passado uns dez minutos de peça, quando todos os personagens já tinham aparecido e já tinham definido um inimigo comum (o lobo mau), meu filho, que estava quietinho desde o início, me chama e pergunta:

teatronegra

Oi? Como assim quando vai começar? Na hora morri de rir, e respondi que já começou. Apontei pra pata e falei:

EU: Olha a pata nadando no lago, acho que o lobo vai pegar ela.

Não sei o que ele estava pensando… Acho que a luz negra o deixou confuso, e ele queria saber quando iam iluminar o palco.

Mas depois pareceu seguir a história sem problemas. Ele saiu do teatro feliz e super satisfeito com o fim da peça (porque o lobo é preso e vai pro zoológico), saltitando de um lado pro outro com sua amiguinha. E eu saí da peça ainda rindo da pérola dele.

Essas crianças tem cada uma….

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O banho dele de todo dia

Toda casa tem o seu rush hour. Aqui em casa acontece lá pelas cinco, seis horas da tarde, e é aquele conjunto de rituais diários que fazem parte da rotina de qualquer criança: banho, janta, cama, leite, etc.

Então, o banho aqui começa assim:

Eu chamo meu filho uma vez, mas não com muita força de vontade, porque provavelmente estou fazendo alguma outra coisa que não quero parar de fazer.

EU: Filhooo. Hora do banho.

Aí, alguns minutos depois, chamo de novo, ainda preguiçosamente:

EU: FILHOOOO, vamos tomar banho???

E por fim já deixei de fazer o que estava fazendo e chamo num tom mais autoritário:

EU: FI-LHO. BANHO JÁ.

Nessa hora ele finalmente larga tudo o que está fazendo e me obedece. Aí sai correndo pro banheiro, morrendo de rir.

Ha-ha muito engraçado.

Chegando lá, ele faz questão de tirar toda a roupa sozinho. E como ele tem três anos, é tudo beeeeem demorado.

Então primeiro ele tira o teeeeeenis. Depois tira a caaaaaaalça… Aí vem a meeeeia… cueeeeeeca…… casaaaaco… E por fim, a camiseta, que ele quase sempre pede minha ajuda porque não passa pela cabeça.

Depois disso, por algum motivo ainda não revelado, meu filho gosta de vestir a calça na cabeça como se fosse um chapéu, e sair correndo de um lado pro outro pelo corredor, cantando e rindo. Mais ou menos assim:

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Depois de vê-lo repetir com tanta alegria esse costume dia após dia, eu aprendi a respeitar. Sei lá. Então deixo ele ir e voltar umas vezes pelo corredor e depois mando entrar na água.

EU: Filho. Muito bom, agora entra.

Ele entra, mas já vai logo me avisando que ‘hoje não vai lavar o cabelo.’

Faz algumas semanas que ele inventou uma regra aqui em casa: cada dia a gente vai “esquecer” de lavar alguma parte do corpo. E essa ‘alguma parte do corpo’ é sempre o cabelo.

Aí ele começa a brincar de suas brincadeiras aquáticas. Hoje em dia essas brincadeiras são um pouquinho violentas, não são mais tranquilas e civilizadas, como acertar as bolinhas na cesta ou fazer uma fila de bichinhos cantantes. Não. Hoje ele gosta de jogar todos os brinquedos pro alto. As bolas, a cesta das bolas, os bichinhos de borracha, um balde enorme de praia (que não sei como foi parar na banheira), os peixes de plástico, o barquinho de pirata. Tudo mesmo. Acho que ele gosta de ver aonde será que os brinquedos vão cair. Ou de sentir a água voando quando os objetos caem de volta nela… não sei, não descobri ainda o motivo.

O chão do banheiro fica todo molhado, uma beleza.

Bom, aí tem uma coisa que ele adora fazer em TODO banho: lavar o boxe.
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Ele pega sua esponjinha do Nemo e vai fundo, fazendo espuma no vidro, todo contente. Não sei da onde ele tirou essa ideia, mas ele ama. Aí o boxe fica todo branco, molhado e grudento.

Depois de tudo isso, já é hora de sair e pôr pijama. E é claro que a hora de sair é exatamente igual a hora de entrar: ele está super ocupado com os seus milhões de brinquedos e não me escuta. Chamo a primeira vez. Depois chamo de novo. Até que a água já ficou gelada e eu já fiquei nervosa com medo dele ficar gripado.

Aí ele sai.

Primeira fase do rush hour completa. Agora vamos ao jantar….

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Quem chegar por último é mulher do sapo

A mulher do sapo foi uma grande revelação na minha vida. Aprendi que é uma maneira simples, divertida e eficiente de fazer com que meu filho me obedeça sem ele perceber que está me obedecendo. Incrível!!

Descobri que essa frase funcionava faz uns meses, quando ele estava brincando de lego e eu o chamei para jantar. Não sei como é mandar o filho jantar na casa de vocês. Mas aqui, eu tenho que chamar umas quinze vezes e usar todo o meu poder argumentativo. Mais ou menos assim:

EU: Amor, vamos comer?? Tem carninha, cenoura, batata, arroz, feijão e pepino. Tá tãoooo gostoso!!!

Ao que ele me responde simplesmente:

sapo

Ok, eu sei que é muito mais divertido brincar de lego do que jantar. Jantar implica que está ficando noite, que significa que logo será hora de dormir. E nenhuma criança quer ir pra cama e terminar o dia.

Tentei argumentar com ele:

EU: Mas você gosta de batata filho! E eu deixo você pôr sal no pepino sozinho.. Vamos?

FILHO: Mãe, tô ocupado agora

Ele respondeu que estava OCUPADO. De onde foi que ele ouviu isso? De mim?

Tentei usar o discurso “se você quiser ficar forte igual o papai tem que comer”. Depois ameacei que ia contar tudo para a professora da escola (em geral funciona!!) e por fim, desisti. Foi aí que me veio a luz e eu saí correndo e gritei:

EU: Quem chegar por último é mulher do sapo!!!!

E FUNCIONOU!! Ele largou os brinquedos e saiu correndo atrás de mim.

sapo2

A ideia, naturalmente, era fazer com que ele chegasse antes de mim na mesa para ganhar a corrida. Então fui diminuindo meus passos para ele passar na minha frente. Mas aí ele diminuiu também. Continuou correndo atrás de mim vagarosamente, e para minha total surpresa, não quis me passar.

EU: Assim a mamãe vai chegar primeiro!! Eu estou correndo mais rápido.

Ele não se importou e continuou a fingir que estava correndo até que por fim cheguei primeiro na mesa de jantar. Achei que ele ia ficar triste por ter perdido a corrida. Mas ele parecia feliz e satisfeito consigo mesmo:

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Aí eu entendi que, para ele, MULHER DO SAPO era uma coisa boa. Ele achou que era um prêmio ser a mulher do sapo, e por isso chegou por último. Desde então a brincadeira aqui em casa tem outro nome. “Quem chegar primeiro é mulher do sapo”.

Algum dia eu vou ter que contar pra ele a verdade, mas até lá, ficamos com essa versão.

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O almoço tranquilo

Os almoços em casa são muito animados (como já mencionado aqui). Várias atividades ao mesmo tempo: a comida na mesa, o filho pedindo suco, a bebê pedindo colo. Todo mundo querendo a mãe. E quando a mãe finalmente vai sentar pra comer, depois de resolver a vida de todo mundo, o suco do filho já acabou e a bebê precisa trocar a fralda.

Enfim. Muita movimentação.

Então essa semana, quando busquei meu filho na escola e ele disse que estava com sono e que queria dormir (raríssimo aqui em casa) eu quase pulei de animação. Minha bebê também estava já resmungando com o soninho da tarde batendo. Que coisa maravilhosa, os dois iriam tirar a soneca da tarde!

Será que eu teria um almoço tranquilo?

Rapidamente pus os dois para dormir. É incrível como nessas horas a gente consegue fazer as coisas numa velocidade sem igual. Em menos de cinco minutos estavam os dois deitados: meu filho com seu leite quentinho na cama, minha bebê com sua chupeta rosa no berço. Perfeito.

MACARRONADA1

Sentei para comer e deixei a babá eletrônica ligada para o caso de a bebê chorar. Ela ainda estava chorando um pouco (ela choraminga pra dormir. As vezes ela dá uns gritinhos, mas eventualmente acaba dormindo. Faz parte gente, eu meio que já me acostumei.) Calculei que ela ia choramingar por mais uns três minutos e depois dormiria.

E foi o que aconteceu. Aos poucos o chorinho foi ficando um resmungo, e parou. Meu filho a essa altura também já devia estar dormindo tranquilamente em sua cama.

Ah, a paz! Comecei a saborear o meu prato, nem podia acreditar!! É tão libertadora a sensação de comer sem filho no colo. Sem filho pedindo coisa. Sem estar dando de mamar. Ou contando historinha, ou cantando. Ou brincando de “adivinha em quem eu estou pensando”.

Comer tranquila é uma daquelas coisas que não valorizamos na vida. Até virar mãe.

Bom, eu estava degustando de minha macarronada quando de repente…

macarronada baba

A babá começou a fazer uns ruídos estranhos. Parecia um barulho de… pato.

Mas como assim? Um pato no quarto da minha filha?? Não fazia sentido.

Mas era som de pato mesmo. Como entrou? Pela janela? Em São Paulo? Não era possível…

Eu já estava começando a questionar a minha sanidade mental quando resolvi que seria mais prudente ir até o quarto tirar a dúvida.

Chegando lá, eis a cena com a qual eu me deparo:

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Meu filho DENTRO do berço da minha bebê. Os dois na maior animação.

EU: Filho!! O que você tá fazendo aí? Como você entrou??? Você não ia dormir?

FILHO: Já dormi mãe. Eu tô fazendo teatro.

Ah, então tá. Óbvio, ele está fazendo teatro. E quando foi que ele dormiu mesmo? Não me recordo.

Para resumir a história: Ainda não descobri nem como nem em que momento ele entrou lá. Só sei que ninguém mais quis dormir.

Ah. E que o jogo do almoço foi “Qual É a Música?”.

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Os bichinhos de pelúcia

Meu filho ama bichinhos de pelúcia. Quando ele tinha mais ou menos um ano e meio, ele queria TODOS os bichinhos junto com ele no berço e não aceitava dormir de outro jeito. O berço ficava lotado e com pouquíssimo espaço pra ele. Mais ou menos assim:

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Bom, esse ano tivemos um retorno à era dos bichinhos de pelúcia. Agora ele só aceita ir para cama se tiver algum para abraçar. Ontem a noite eu pus três na cama com ele ele. O Mickey, o Macaco e o Cavalo.

EU: Agora dorme filho, boa noite.

Cobri ele, dei um beijinho e me despedi. A bebê já estava dormindo e eu estava começando a aproveitar meu momento de paz, quando escuto a sua vozinha inconfundível me chamando. Desesperada para ele não acordar a bebê, fui correndo ver o que ele queria.

EU: O que, filho? (já meio brava, porque ele sabe que eu não gosto que ele me chame depois que foi para a cama)

bichinhos 2

Fala sério. Ele só podia estar brincando né?

Analisei a situação e vi que a melhor saída era entrar na dele.

EU: Não acredito nisso!! Vou agora mesmo dar uma bronca nesses dois malandros.

Entrei no quarto dele pisando com força, como se estivesse mesmo brava com os dois bichos de pelúcia.

EU: Mickey e Macaco, muito feio vocês acordarem o Cavalo!!! Filho, acho que vou ter que tirar eles da sua cama.

FILHO: Acho uma boa ideia mãe.

Tirei os bichos da cama. Dei um beijo no meu filho, cobri ele e saí.

Fiquei pensando se ele realmente acreditava que o Mickey e o Macaco acordaram o cavalo, ou se ele estava querendo ganhar tempo acordado. Seus olhinhos arregalados pareciam sinceros, mas vai saber né..

Cinco minutos depois:

bichinho3

Ai meu santo pai do céu, o que foi agora?

FILHO: Mamãe.. eu quero abraçar meu Mickey….. devolve ele pra mim?

EU: Mas e se ele acordar o cavalo de novo eu vou tirar ele da sua cama e só vou devolver amanhã, combinado?

FILHO: combinado.

Coloquei meu filho na cama, com o mickey, com a coberta e com um beijo de boa noite.

Só o vi de novo na manhã seguinte, muito animado e com energia renovada.

Acho que os bichinhos acabaram se comportando no fim das contas.

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Antes e Depois: Refeições

Essa era a nossa mesa de refeição antes de termos filhos.almoço pré

Paz. Harmonia. Diálogos calmos e coerentes. Começos meios e fins de frases.
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..

..

E essa é a nossa mesa hoje, depois dos filhos:

almoço pós

Barulho. Interrupções constantes. Brinquedos. Bagunça.

E amor em dobro.

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Passeando de carrinho

Ah, que delícia. Passear na rua com nossos carrinhos de bebê. O sol gostoso da manhã, o bebê quietinho apreciando o ar fresco e os sons da rua. Carros, cachorros, passarinhos, pessoas andando. Quando minha bebê completou um mês e eu comecei a sair com ela, notei que andar por aí com carrinho de bebê é algo que chama a atenção e causa as mais diferentes reações nas pessoas.

Então resolvi ilustrar as situações mais interessantes que eu já passei com o carrinho de bebê na rua:

1) PERGUNTA CLÁSSICA

Que mãe nunca passou por isso? A pior coisa é estar andando com seu lindo e gracioso bebê, que você cuidadosamente vestiu, escolheu com todo amor a capa do carrinho, a coberta, os brinquedinhos, e alguém perguntar:

menino ou menina

Tipo… jura? Se as cores (rosa/azul), os acessórios (lacinho/brinquinho/boné) e os brinquedos (borboleta/carrinho) não forem suficientes para definir o sexo do bebê, faça a pergunta de modo mais casual e discreto. Por exemplo: “Como chama??”

2- CONSELHOS E TERRORISMOS

Outro dia eu estava com minha bebê na fila do supermercado e já estava perto da hora do sono dela. Então, como qualquer bebê cansado, ela começou a resmungar. A mulher da minha frente resolveu dar o seu diagnóstico:

axo que é dente

Então ela começou a contar sobre a sobrinha dela, que o dente estava saindo no lugar errado e perfurou toda a parte de dentro da gengiva, e que pelo amor de d’us se eu deveria levar logo no médico para ver.

Se essa situação tivesse acontecido quando meu primeiro filho era bebê e eu era mãe de primeira viagem, eu provavelmente chegaria em casa aos prantos, desesperada, e ligaria para a médica urgente.

Mas, como já sou mãe de segunda viagem, aprendi a não cair em qualquer coisa que dizem (ok, confesso que ainda fico com pulga atrás da orelha e dou uma ‘Googlada’ pra ver qual a probabilidade dessas atrocidades acontecerem. Mas que mãe não faz isso né?)

3- MAIS CONSELHOS NÃO TÃO FOFOS ASSIM:

Pior é quando você tá andando na rua e aparece aquelas pessoas que te aconselho de um jeito um tanto… antipático. E sem medir as proporções.

ta frio nao?Sim, talvez esteja meio frio. Talvez o vento esteja soprando mais forte. Mas ela tá usando roupa de flanela da Carter’s, super quentinha, então não precisa se preocupar. 😛

Mães são inseguras, então cuidado com o que vocês querem dizer.

4- CRIANÇAS PEQUENAS AMAM BRINQUEDOS DE BEBÊ

Meu filho de três anos quando vê um carrinho de bebê cheio de penduricalho adora ir xeretar. Fato. Crianças pequenas amam os brinquedos de bebê que ficam no carrinho, porque são coloridos, barulhentos e chamativos.

toddler butterfly

Confesso que quando meu filho era bebê eu ficava um pouco incomodada quando as crianças mais velhas vinham correndo pegar os brinquedos, mexer, chacoalhar… Não sou fresca, mas vai saber onde elas estavam antes e no que elas estavam mexendo? Mas agora no segundo filho, não me importo mais.

5- PESSOAS QUE FICAM VERDADEIRAMENTE FELIZES

Ou que lembram de coisas boas e sorriem. É contagiante.

Essas são as melhores.

felizes

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Tosse chata…

Vai chegando o inverno e o ar de São Paulo fica seco. Todos os jornais publicam sobre a massa de ar seco que está assolando o estado e trazem dicas de como se proteger dessa secura toda: compre o umidificador de ambiente, pigue soro fisiológico no nariz pelo menos três vezes ao dia, beba muita água…

Fiz tudo isso.

Entrei na americanas.com, comprei um umidificador (que ainda não aprendi a usar), comprei 2 rino soros, um pra cada filho (que para pingar é quase um parto então acabo pingando uma vez por semana) e estou constantemente oferecendo água para as crianças (elas bebem meio gole a cada vez). Eu realmente estou fazendo o melhor que posso. Mas mesmo com esse cuidado todo, meu filho apareceu com tosse.

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Na primeira vez que ouvi optei por tentar dialogar com ele, e pedir para ele parar. “Filho, poxa, para de tossir vai? Mamãe não quer mais que você tussa”. Mas obviamente não funcionou. Então, depois da tosse se prolongar por três dias e eu perceber que ela REALMENTE não iria embora sozinha, liguei para a médica, que me receitou um xarope durante cinco dias, de doze em doze horas.

PRIMEIRA TENTATIVA DE DAR O REMÉDIO: DIÁLOGO

EU: Filho, hora de tomar remédio. Você tá com muita tosse.

FILHO: Não to não, olha mãe… – E fica em silêncio. – Tá vendo???? Passou sozinha já!! COF COF COF.

EU: viu Filho? Não passou. Vamos lá, abre a boca. É bem docinho que nem suco.

FILHO: Mas mãe, pera, antes eu quero te contar o que aconteceu na escola hoje… – (Crianças de três anos são absurdamente espertas. Eles parecem fofinhos e encantadores mas por trás daquela carinha e vozinha de anjo escondem um cérebro muito mais desenvolvido do que a gente imagina). Então ele começou a discorrer sobre o dia dele num monólogo super fofo, com sua vozinha doce, e contou que almoçou arroz feijão e frango, e que o suco de melancia tava bom, e que aprendeu a música do Rainbow e que viu uma aranha na quadra de futebol.

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No começo caio na armadilha dele e escuto todo o relato achando a coisa mais linda do universo. Mas quando passam alguns minutos e a conversa não pára, enfim percebo que estou sendo passada pra trás pelo meu próprio filho.

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EU: Filho, chega de papo agora. Abre a boca.

FILHO: Mas mãe, é ruim o remédio… não quero tomar.

EU: não é ruim não, é docinho, olha – experimento uma gota do remédio e percebo que realmente o gosto é HORRIVEL. (Fica aqui a minha reclamação para a indústria farmacêutica (setor infantil): nós mães agradecemos de coração que vocês queiram facilitar nossa vida adoçando o remédio das crianças. Mas por favor experimentem antes para ver se ficou bom. Porque não adianta fazer um líquido ruim e amargo e jogar splenda dentro. É que nem passar bom ar depois de usar o banheiro – o cheiro ruim ainda está lá! E uma dica: quem sabe vocês não poderiam colocar uns bonequinhos dentro da embalagem? Uns brindes, carros, sei lá. Para fazer ficar mais divertido e menos puxado para nós mães…)

SEGUNDA TENTATIVA: À FORÇA

Bom, quando meu filho tapa a boca com a mão percebo que não teremos muita conversa aqui. Então opto pelo caminho que parece o mais simples mas que na verdade acaba sendo um tiro no pé em 80% dos casos. Deito ele, seguro os bracinhos dele e tento despejar o líquido na boca dele. (Ok, sem julgamentos agora, ok? A mãe que nunca fez isso que atire a primeira pedra)

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Obviamente a tentativa fracassou e dos 5 ml que ele tinha que tomar, 4 ele cuspiu para fora e caíram no chão, na roupa dele, nas bochechas. Além dele ficar TOTALMENTE melecado e grudento, ainda se sentiu magoado e triste. Ai que dó. #CulpaDeMãe.

TERCEIRA TENTATIVA: SUBORNO

Aí passei para uma nova técnica, que em geral funciona bem.

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Adivinha o que aconteceu? Ele pegou a bala, me enrolou e não tomou o raio do remédio. Ai minha santa paciência…

QUARTA TENTATIVA: DISFARCE

Então, por fim, opto por fazer algo que sempre achei meio golpe baixo de fazer. Vou na cozinha, espremo uma laranja e pingo as gotinhas dentro.

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Tento parecer normal, agir como se o remédio fosse coisa do passado e eu simplesmente quero agradar meu filho. Dou o suco para ele e ansiosamente espero ele tomar até a última gota.

E Fim. Quatro tentativas e quase quarenta minutos depois, consegui fazer com que ele tomasse a droga do xarope.

Agora só faltam mais 9 doses!! Mal posso esperar pela próxima vez..