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Mãe, posso ver tv?

FILHO: Mãe, deixa eu ver tv?

EU: Ah não filho, ver tv não. Vamos fazer outra coisa.

FILHO: Mas eu quero ver televisão mãe.. faz tempo que eu não vejo.

EU: Mas tv é só pra quando não tem NADA pra fazer. E a gente tem mil coisas pra fazer agora! Tipo brincar de lego, pintar, fazer colagem…

FILHO: Se você não me deixar eu ver TV eu vou te bater, porque eu quero muito ver um filme!

EU: Ah filho mas não pode bater na mãe. Isso não se faz. E eu vou chorar se você me bater né?

FILHO: E daí?

EU: E aí eu vou chorar tanto que vai acabar toooda a água do meu corpo*. (A mãe trágica. Drama Queen.)

Silêncio.

 

ver tv 2

 

Tão gentil… A água do corpo da mãe que se dane, eu quero mesmo é assistir Bob Sponja!!

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* Falei sobre a água do corpo porque um dia essa semana minha filha estava fazendo escândalo** e ele anunciou docemente que a água do corpo dela iria acabar de tanto que ela estava chorando. Ri muito.

** Em breve post sobre os escândalos dos dois anos de idade (ou popularmente conhecido como TERRIBLE TWOS)

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Das coisas que parecem simples

Andar na rua com duas crianças. Parece uma coisa simplíssima de fazer. Todo mundo sabe: tem que dar a mão, andar devagarzinho, parar nas faixas de pedestre, etc etc.

Mas na prática nem sempre acontece assim.

As vezes, eles empacam, do nada, e decidem que não querem mais andar.

Outras vezes eles disparam feito foguete pelas calçadas.

rua

A mãe vira A louca.

Outra coisa que parece ser muito simples é pagar coisas. Pagar qualquer coisa no caixa de alguma loja. Parece uma coisa tão comum, tão normal.

A gente acha que os filhos vão ficar quietinhos pacientemente esperando você digitar a senha correta do cartão, checar o valor a ser pago, etc.

Mas, pelo menos aqui em casa, não é assim que funciona…

coisas simplesFé e foco. Fé e foco.

Nos dias que você está mais estressada evite sair com eles.

Mas tem dias que até ficar em casa é complicado…

simples

Ir ao banheiro também parece uma coisa super simples de se fazer.

Tipo “vou aproveitar que eles estão entretidos e fazer um xixi rapidinho…”

Doce ilusão…

xixi2

Ir no parque. Parece uma coisa super educativa, relaxante… Eles vão ver a natureza, brincar e correr ao ar livre.

Tão lindo! A gente acha que vai poder sentar e ler os nossos livros enquanto eles exploram livremente a natureza.

Mas não é bem assim…

PARQUE

Pois é..

Antes de ser mãe eu achava que ter filhos era coisa simples. Afinal, todo mundo tem, né?

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Coisa de Pai

Essa semana recebi um convite super legal: Escrever um post para o blog Coisa de pai. O tema?? “Coisa de pai”.

COISA DE PAI

Coisa de pai é participar da gravidez desde o início! É engordar, passar mal e morrer de sono durante os nove meses junto com a grávida. É atender aos desejos da futura mamãe pra o bebê não nascer com cara de X.

Lembro que tive desejo de ovos mexidos as 2 da manhã. Mas nós estávamos sem UM ovo na geladeira… Adivinha quem foi comprar?

COISA DE PAI 2

Coisa de pai é, apesar da falta de prática, dar uma folguinha pra nós mamães, (quase) sempre com um sorriso no rosto =D

COISA DE PAI 1

É não ter o menor senso de moda…

COISA DE PAI 5

Pôr lacinho na filha? Vestir a criançada com roupa que combine? Isso é coisa de mãe.

Quer continuar lendo? Clique aqui!

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Hora de Jantar

Lembro de quando meu filho começou a comer sopinhas e papinhas, quando tinha apenas meses. Era tudo uma beleza!

A gente dava batata, ele comia. Dava abobrinha, ele comia. Cenoura? Xuxu? Ervilha? Mandioca? Comia. Abóbora? Chuchu? Espinafre? Beterraba? Comia, feliz. Comia de tudo.

Lembro que eu pensava “que sortuda que sou! Meu filho é tão fácil pra comer!”

Hoje, 4 anos depois, a vida não anda tão fácil assim.

Não sei quando foi que isso aconteceu, mas hoje ele é muito seletivo pra comida. Por exemplo, faz mais de seis meses que ele decidiu que não come feijão. Não adianta, não come.

Legumes? Só batata. A cenoura só se for crua e bem raladinha. Saladas tipo pepino, tomate, milho, palmito, ele até que come bem. Mas com muita paciência e criatividade. Ultimamente só tem comido se for com prato de carinha.

Haja criatividade pra fazer prato de carinha TODOS os dias.

comida1

Dá trabalho, mas funciona.

Outras técnicas que funcionaram bem comigo:

Técnica “aviãozinho”

Clássica. Dispensa comentários.

Aqui em casa começou com o vrum vrum básico. Eu fazendo movimentos rebuscados com a colher, indo pra cima e pra baixo. Aquela coisa toda.

Mas depois de anos de vrum vrum, o nosso aviãozinho já se tornou mais elaborado:

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Com direito a voz de aeromoça, sons de campainha e tudo.

Técnica “Não deixa o passarinho comer”

Uma vez contei pra meus filhos que existe um passarinho que gosta de comer toda a comida das crianças, então eles tem que comer logo pro passarinho não pegar.

Então eu deixo uma colherzinha preparada no prato dele, dizendo:

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Gargalhadas e colheradas garantidas!!!

Técnica “Adivinha o que eu vou pôr na sua colher

Digamos que você tenha colocado 5 alimentos no prato do seu filho. Arroz, lentilha, carne, batata e tomate.

Então essa tática consiste em fazer diferentes combinações para ele adivinhar o que está comendo.

COMIDA 6

Faz tempo que não faço, mas ele adora.

Tática “Liga o dane-se e seja feliz”

Essa é para os dias que eles não estão afim de comer nada, e que eu já cansei de fazer malabarismos dramatizações e cambalhotas pra eles comerem.

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Afinal, ninguém vai morrer de fome.

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Pegando avião com filhos

Nessas férias fomos viajar para a praia. Que delícia!

Mas para chegar ao nosso destino seriam necessárias mais de duas horas de vôo. De avião. Com uma criança de um ano e uma de quatro.

Quem já pegou avião com filhos sabe como funciona: seres pulantes, enérgicos, felizes e curiosos… que devem permanecer sentados com os cintos afivelados.

Não é uma experiência das mais simples. Vou tentar descrever aqui como é – ou pelo menos como foi para mim.

Bom, tudo começou em casa vááários dias antes, com a contagem regressiva. Fizemos uma folha e riscamos todo santo dia, até chegar o dia da viagem.

Meu filho estava empolgadíssimo com a parte do avião.

Ele achou que íamos sair de casa e já levantar vôo, pobrezinho. Mal colocamos as malas no carro e saímos da garagem, ele começou a perguntar:

AVIAO 322

E foi assim o caminho inteiro.

Ele não esperava pela uma hora de trânsito até o aeroporto, mais uma hora e meia de fila no check-in (final de ano, bagunça, greve.. enfim. Não tinha fila preferencial).

E muito menos pelo drama do sensor de metal.

Nessa hora, papais e mamães, a gente senta e chora.

aviaoy

EU (sabendo que é de praxe fechar o carrinho e tal): Ai moça… minha filha tá tão tranquila aqui. Não tem jeito, não?

Não, não tinha jeito.

E para piorar, nosso carrinho estava carregado com toda a tralha que trazemos para o avião (malas de mão, comidas, casacos extras, etc.)

Bom, tiramos toooooda a tralha. Aí tiramos a minha filha. Fechamos o carrinho, passamos o carrinho, re-abrimos o carrinho, colocamos a criança de volta. Ela, obviamente, não quer mais ficar lá sentada e faz escândalo.

Gente, o que eles acham que eu vou esconder num carrinho de bebê? Armas? Líquidos? Explosivos? Antraz?

Enfim.

Depois de todo esse processo, era só esperar chamarem pelo nosso vôo.

Esse tempo de espera foi constituido basicamente de brincar/distrair/correr com as crianças de um lado para o outro do aeroporto até chamarem o número do nosso vôo naqueles alto falantes.

Quanto mais tempo de espera, maior vai ter que ser a criatividade dos pais. O vôo não pode atrasar!

AVIAO PORTAO 21

Entrando finalmente no avião, nos esprememos nos nossos três assentos. Separo os itens que são absolutamente necessários para a viagem (ou seja, tudo) e guardo o resto da bolsa enorme no guarda volumes.

Meu filho estava em êxtase.

Em pouco tempo ele já descobriu a luzinha de leitura, o ar condicionado regulável, a janela que abre e fecha, e a mesa que desce e sobe.

AVIAOOO

Minha filha, contagiada pelo irmão, também entrou num estado de empolgação máxima.

Decolamos!

E para minha surpresa, a primeira hora de vôo passou maravilhosamente bem! Minha filha não demorou para cair num sono profundo. Meu filho ficou fazendo atividades no caderno de passatempos que comprei pra ele.

Aí veio o fatídico:

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Clássico.

O pai levou, enquanto eu continuava segurando minha filha adormecida.

Eles demoraram para voltar, pois acabaram parando para brincar no corredor. Meu filho fez amizade três cadeiras para frente, com uma menininha chamada Daniela que tinha uns brinquedos legais.

Minha filha acordou, como quem sente a ausência do irmão, e também quis passear.

Eu e meu marido nos revezamos para levá-los pra frente e pra trás no corredor espremido. Graças aos céus percebemos que nossos filhos não eram os únicos inquietos no avião: a maioria das crianças já não aguentava mais. Um bebê até chorava lá no fundo.

Em poucos minutos já conhecemos grande parte dos passageiros: A senhora que pacientemente pegava o chapéu do meu filho cada vez que ele jogava pra ela. O senhor que dava biscoito nas fileiras do fundo. E a moça atrás de nós que gentilmente fingia “se assustar” cada vez que minha filha fazia “BU” pra ela (o que foram MUITAS vezes. Quando eles começam a dar susto eles não param mais né???)

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Foi um looooongo vôo.

Por fim a aeromoça anunciou o pouso e chegamos ao nosso destino.

Pegar as malas e sair do aeroporto é outro perrengue, gente. Vai ficar pra um próximo post. Ou para a imaginação de cada um! =)

E você? Já pegou avião com seus filhos?

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Quando eles fazem a gente pagar mico

Era um dia qualquer e estávamos passeando no shopping. Já tínhamos ido à livraria e dado uma voltinha no trenzinho de natal. Era hora de ir embora.

Olha, preciso confessar que ir com duas crianças no shopping nunca foi tão complicado como está sendo nessa fase da vida. Com dois seres que se locomovem sozinhos e que são COMPLETAMENTE sem noção. A pior parte é que cada um gosta de ir para o lado oposto do outro. Impressionante.

Eu fico super feliz.

elevador 7

Não reparem no erro de concordância verbal. Nessa hora é assim mesmo.

Bom, depois de conseguir catar as duas crianças, me dirijo ao elevador para descermos até o piso térreo.

Aí é aquela desorganização pra entrar. O carrinho, as crianças, a mãe, a bolsa, e o balão que eles acabaram de pegar na lojinha de sapatos.

Mas ok, entramos. A ascensorista e o casal que estavam dentro do elevador olham para as crianças, encantados. Que fofos, diziam. Que gracinha. Crianças geram esse tipo de reação nas pessoas né? Até porque, à primeira vista eles são lindos e angelicais mesmo.

Estava tudo correndo bem, quando de repente:

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EU (morrendo de vergonha, rezando pra abrir um buraco no elevador e eu sumir) : Ah… Tá bom filho. Saindo daqui a gente faz.

FILHO: Mas eu tô muito apertado.

Eu sei que é normal criança falar essas coisas, mas fiquei constrangida né?

Aí, minha filha, pra melhorar a situação, gostou dessa palavra. Essa que começa com a letra C.

E começou a repetir insistentemente:

ELEVADOIR 4

FILHO (com cara de felicidade absoluta, como quem acabou de marcar o gol da vitória): HAHAHAHAAHAHAHAHA

FILHA: Cocô cocô!!!!

EU: Crianças, não falem isso. Vamos parar??

ELEVADOR 5

E a descida de elevador, que costuma durar poucos segundos, pareceu levar uma eternidade. O casal e a ascensorista já não pareciam achar as crianças tão gracinha agora.

PLIM. Pára o elevador e entra uma mulher.

FILHA: Cocôooooo Cocô!!!

FILHO: Hahaahahahhahaha

Cadê esse raio de buraco que não abre pra eu me enfiar lá, pelo amor de D’us!!??

PLIM. Sai o casal.

EU (tentando parecer calma, com cara de mãe super tranquila que sabe o que está fazendo): Chega gente… Vamos se acalmar.

O pior de tudo é que minha filha não tem a menor noção do que significa a palavra que ela está falando!!!

FILHA: Cocô!!! Cocôoo! Cocôôôôô!!!!

FILHO: Hahaahahahhahaha

Só sabe que está causando espasmos de riso no irmão…

PLIM. Finalmente nosso andar.

EU: Tá legal gente, vamos sair agora. Dá tchau pra todo mundo

COCÔÔÔÔÔ COCÔÔ!!! HAHAHAH AHAHAHA

Aí, com toda a classe e elegância que consigo reunir, puxo os dois e saio do elevador.

Morrendo de vergonha dessas duas criaturinhas.

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Tinha o Pete e o Repete, o Pete morreu

Vocês lembram da piada do Pete e do Repete?

Quando eu tinha uns 5, 6 anos, era febre na escola. Todas as crianças viviam contando umas pras outras. Era assim:

CRIANÇA 1: Tinha dois cachorrinhos, o Pete e o Repete. O Pete morreu, quem sobrou?

CRIANÇA 2: O Repete!!!

CRIANÇA 1: Aaaai você quer que eu repita??? Tá bom.. Tinha o Pete e o Repete..

Então essa era a piada. Ficar repetindo múltiplas vezes até cansar (o que demorava bastante pra acontecer). E a gente achava hilário, morria de rir. Chegava em casa e contava pro pai, pra mãe, pra todo mundo que quisesse ouvir.

Bom, quase vinte anos depois essa piadinha dos dois cachorrinhos voltou a fazer parte da minha vida. Aliás, do meu dia INTEIRO. Não sei quem ensinou para meu filho, mas ele adorou.

Tudo começou ontem de manhã. Ele chegou para mim enquanto eu me vestia e anunciou que ia contar uma piada.

Fiquei super empolgada, afinal, ele nunca tinha contado piada antes. As poucas vezes que tentamos contar uma piada para ele, ele não tinha entendido.

Então ele contou uma vez e eu achei muito fofo e engraçadinho!

pete repete 3

Ah, que legal!! Meu filho tão grande, já contando a piada do Pete e o Repete…

Então ele repetiu a piada uma vez e morreu de rir. Depois repetiu uma segunda vez, e novamente morreu de rir.

Aí não teve mais fim.

Ele continuou contando a piada ininterruptamente durante a manhã. E eu fui respondendo REPETE pacientemente, me sentindo A boa mãe que ouve o seu filho com toda atenção durante horas e horas.

pete repete 8

Mas aí teve uma hora eu cansei. Tipo, deu.

E então desencanei da parte da boa-mãe-que-ouve-o-filho. Desisti. Parei de responder REPETE.

Mas de nada adiantou. Ele continuou firme e forte contando a piada, e agora incluindo pequenos detalhes na história.

pete repete 7

Bom, pelo menos é criativo né?

Aí ele inventou a versão internacional da piada.

A versão Pete e Repete viajantes.

pete repete 5

E então, quando eu achava que aquela conversa toda não teria mais fim, ele de repente se distraiu e parou.

Assim, não mais que de repente.

Ufa.