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Coisa de Pai

Essa semana recebi um convite super legal: Escrever um post para o blog Coisa de pai. O tema?? “Coisa de pai”.

COISA DE PAI

Coisa de pai é participar da gravidez desde o início! É engordar, passar mal e morrer de sono durante os nove meses junto com a grávida. É atender aos desejos da futura mamãe pra o bebê não nascer com cara de X.

Lembro que tive desejo de ovos mexidos as 2 da manhã. Mas nós estávamos sem UM ovo na geladeira… Adivinha quem foi comprar?

COISA DE PAI 2

Coisa de pai é, apesar da falta de prática, dar uma folguinha pra nós mamães, (quase) sempre com um sorriso no rosto =D

COISA DE PAI 1

É não ter o menor senso de moda…

COISA DE PAI 5

Pôr lacinho na filha? Vestir a criançada com roupa que combine? Isso é coisa de mãe.

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Hora de Jantar

Lembro de quando meu filho começou a comer sopinhas e papinhas, quando tinha apenas meses. Era tudo uma beleza!

A gente dava batata, ele comia. Dava abobrinha, ele comia. Cenoura? Xuxu? Ervilha? Mandioca? Comia. Abóbora? Chuchu? Espinafre? Beterraba? Comia, feliz. Comia de tudo.

Lembro que eu pensava “que sortuda que sou! Meu filho é tão fácil pra comer!”

Hoje, 4 anos depois, a vida não anda tão fácil assim.

Não sei quando foi que isso aconteceu, mas hoje ele é muito seletivo pra comida. Por exemplo, faz mais de seis meses que ele decidiu que não come feijão. Não adianta, não come.

Legumes? Só batata. A cenoura só se for crua e bem raladinha. Saladas tipo pepino, tomate, milho, palmito, ele até que come bem. Mas com muita paciência e criatividade. Ultimamente só tem comido se for com prato de carinha.

Haja criatividade pra fazer prato de carinha TODOS os dias.

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Dá trabalho, mas funciona.

Outras técnicas que funcionaram bem comigo:

Técnica “aviãozinho”

Clássica. Dispensa comentários.

Aqui em casa começou com o vrum vrum básico. Eu fazendo movimentos rebuscados com a colher, indo pra cima e pra baixo. Aquela coisa toda.

Mas depois de anos de vrum vrum, o nosso aviãozinho já se tornou mais elaborado:

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Com direito a voz de aeromoça, sons de campainha e tudo.

Técnica “Não deixa o passarinho comer”

Uma vez contei pra meus filhos que existe um passarinho que gosta de comer toda a comida das crianças, então eles tem que comer logo pro passarinho não pegar.

Então eu deixo uma colherzinha preparada no prato dele, dizendo:

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Gargalhadas e colheradas garantidas!!!

Técnica “Adivinha o que eu vou pôr na sua colher

Digamos que você tenha colocado 5 alimentos no prato do seu filho. Arroz, lentilha, carne, batata e tomate.

Então essa tática consiste em fazer diferentes combinações para ele adivinhar o que está comendo.

COMIDA 6

Faz tempo que não faço, mas ele adora.

Tática “Liga o dane-se e seja feliz”

Essa é para os dias que eles não estão afim de comer nada, e que eu já cansei de fazer malabarismos dramatizações e cambalhotas pra eles comerem.

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Afinal, ninguém vai morrer de fome.

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Pegando avião com filhos

Nessas férias fomos viajar para a praia. Que delícia!

Mas para chegar ao nosso destino seriam necessárias mais de duas horas de vôo. De avião. Com uma criança de um ano e uma de quatro.

Quem já pegou avião com filhos sabe como funciona: seres pulantes, enérgicos, felizes e curiosos… que devem permanecer sentados com os cintos afivelados.

Não é uma experiência das mais simples. Vou tentar descrever aqui como é – ou pelo menos como foi para mim.

Bom, tudo começou em casa vááários dias antes, com a contagem regressiva. Fizemos uma folha e riscamos todo santo dia, até chegar o dia da viagem.

Meu filho estava empolgadíssimo com a parte do avião.

Ele achou que íamos sair de casa e já levantar vôo, pobrezinho. Mal colocamos as malas no carro e saímos da garagem, ele começou a perguntar:

AVIAO 322

E foi assim o caminho inteiro.

Ele não esperava pela uma hora de trânsito até o aeroporto, mais uma hora e meia de fila no check-in (final de ano, bagunça, greve.. enfim. Não tinha fila preferencial).

E muito menos pelo drama do sensor de metal.

Nessa hora, papais e mamães, a gente senta e chora.

aviaoy

EU (sabendo que é de praxe fechar o carrinho e tal): Ai moça… minha filha tá tão tranquila aqui. Não tem jeito, não?

Não, não tinha jeito.

E para piorar, nosso carrinho estava carregado com toda a tralha que trazemos para o avião (malas de mão, comidas, casacos extras, etc.)

Bom, tiramos toooooda a tralha. Aí tiramos a minha filha. Fechamos o carrinho, passamos o carrinho, re-abrimos o carrinho, colocamos a criança de volta. Ela, obviamente, não quer mais ficar lá sentada e faz escândalo.

Gente, o que eles acham que eu vou esconder num carrinho de bebê? Armas? Líquidos? Explosivos? Antraz?

Enfim.

Depois de todo esse processo, era só esperar chamarem pelo nosso vôo.

Esse tempo de espera foi constituido basicamente de brincar/distrair/correr com as crianças de um lado para o outro do aeroporto até chamarem o número do nosso vôo naqueles alto falantes.

Quanto mais tempo de espera, maior vai ter que ser a criatividade dos pais. O vôo não pode atrasar!

AVIAO PORTAO 21

Entrando finalmente no avião, nos esprememos nos nossos três assentos. Separo os itens que são absolutamente necessários para a viagem (ou seja, tudo) e guardo o resto da bolsa enorme no guarda volumes.

Meu filho estava em êxtase.

Em pouco tempo ele já descobriu a luzinha de leitura, o ar condicionado regulável, a janela que abre e fecha, e a mesa que desce e sobe.

AVIAOOO

Minha filha, contagiada pelo irmão, também entrou num estado de empolgação máxima.

Decolamos!

E para minha surpresa, a primeira hora de vôo passou maravilhosamente bem! Minha filha não demorou para cair num sono profundo. Meu filho ficou fazendo atividades no caderno de passatempos que comprei pra ele.

Aí veio o fatídico:

aviao 44

Clássico.

O pai levou, enquanto eu continuava segurando minha filha adormecida.

Eles demoraram para voltar, pois acabaram parando para brincar no corredor. Meu filho fez amizade três cadeiras para frente, com uma menininha chamada Daniela que tinha uns brinquedos legais.

Minha filha acordou, como quem sente a ausência do irmão, e também quis passear.

Eu e meu marido nos revezamos para levá-los pra frente e pra trás no corredor espremido. Graças aos céus percebemos que nossos filhos não eram os únicos inquietos no avião: a maioria das crianças já não aguentava mais. Um bebê até chorava lá no fundo.

Em poucos minutos já conhecemos grande parte dos passageiros: A senhora que pacientemente pegava o chapéu do meu filho cada vez que ele jogava pra ela. O senhor que dava biscoito nas fileiras do fundo. E a moça atrás de nós que gentilmente fingia “se assustar” cada vez que minha filha fazia “BU” pra ela (o que foram MUITAS vezes. Quando eles começam a dar susto eles não param mais né???)

BUUU2

Foi um looooongo vôo.

Por fim a aeromoça anunciou o pouso e chegamos ao nosso destino.

Pegar as malas e sair do aeroporto é outro perrengue, gente. Vai ficar pra um próximo post. Ou para a imaginação de cada um! =)

E você? Já pegou avião com seus filhos?

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Quando eles fazem a gente pagar mico

Era um dia qualquer e estávamos passeando no shopping. Já tínhamos ido à livraria e dado uma voltinha no trenzinho de natal. Era hora de ir embora.

Olha, preciso confessar que ir com duas crianças no shopping nunca foi tão complicado como está sendo nessa fase da vida. Com dois seres que se locomovem sozinhos e que são COMPLETAMENTE sem noção. A pior parte é que cada um gosta de ir para o lado oposto do outro. Impressionante.

Eu fico super feliz.

elevador 7

Não reparem no erro de concordância verbal. Nessa hora é assim mesmo.

Bom, depois de conseguir catar as duas crianças, me dirijo ao elevador para descermos até o piso térreo.

Aí é aquela desorganização pra entrar. O carrinho, as crianças, a mãe, a bolsa, e o balão que eles acabaram de pegar na lojinha de sapatos.

Mas ok, entramos. A ascensorista e o casal que estavam dentro do elevador olham para as crianças, encantados. Que fofos, diziam. Que gracinha. Crianças geram esse tipo de reação nas pessoas né? Até porque, à primeira vista eles são lindos e angelicais mesmo.

Estava tudo correndo bem, quando de repente:

elevador 3

EU (morrendo de vergonha, rezando pra abrir um buraco no elevador e eu sumir) : Ah… Tá bom filho. Saindo daqui a gente faz.

FILHO: Mas eu tô muito apertado.

Eu sei que é normal criança falar essas coisas, mas fiquei constrangida né?

Aí, minha filha, pra melhorar a situação, gostou dessa palavra. Essa que começa com a letra C.

E começou a repetir insistentemente:

ELEVADOIR 4

FILHO (com cara de felicidade absoluta, como quem acabou de marcar o gol da vitória): HAHAHAHAAHAHAHAHA

FILHA: Cocô cocô!!!!

EU: Crianças, não falem isso. Vamos parar??

ELEVADOR 5

E a descida de elevador, que costuma durar poucos segundos, pareceu levar uma eternidade. O casal e a ascensorista já não pareciam achar as crianças tão gracinha agora.

PLIM. Pára o elevador e entra uma mulher.

FILHA: Cocôooooo Cocô!!!

FILHO: Hahaahahahhahaha

Cadê esse raio de buraco que não abre pra eu me enfiar lá, pelo amor de D’us!!??

PLIM. Sai o casal.

EU (tentando parecer calma, com cara de mãe super tranquila que sabe o que está fazendo): Chega gente… Vamos se acalmar.

O pior de tudo é que minha filha não tem a menor noção do que significa a palavra que ela está falando!!!

FILHA: Cocô!!! Cocôoo! Cocôôôôô!!!!

FILHO: Hahaahahahhahaha

Só sabe que está causando espasmos de riso no irmão…

PLIM. Finalmente nosso andar.

EU: Tá legal gente, vamos sair agora. Dá tchau pra todo mundo

COCÔÔÔÔÔ COCÔÔ!!! HAHAHAH AHAHAHA

Aí, com toda a classe e elegância que consigo reunir, puxo os dois e saio do elevador.

Morrendo de vergonha dessas duas criaturinhas.

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Tinha o Pete e o Repete, o Pete morreu

Vocês lembram da piada do Pete e do Repete?

Quando eu tinha uns 5, 6 anos, era febre na escola. Todas as crianças viviam contando umas pras outras. Era assim:

CRIANÇA 1: Tinha dois cachorrinhos, o Pete e o Repete. O Pete morreu, quem sobrou?

CRIANÇA 2: O Repete!!!

CRIANÇA 1: Aaaai você quer que eu repita??? Tá bom.. Tinha o Pete e o Repete..

Então essa era a piada. Ficar repetindo múltiplas vezes até cansar (o que demorava bastante pra acontecer). E a gente achava hilário, morria de rir. Chegava em casa e contava pro pai, pra mãe, pra todo mundo que quisesse ouvir.

Bom, quase vinte anos depois essa piadinha dos dois cachorrinhos voltou a fazer parte da minha vida. Aliás, do meu dia INTEIRO. Não sei quem ensinou para meu filho, mas ele adorou.

Tudo começou ontem de manhã. Ele chegou para mim enquanto eu me vestia e anunciou que ia contar uma piada.

Fiquei super empolgada, afinal, ele nunca tinha contado piada antes. As poucas vezes que tentamos contar uma piada para ele, ele não tinha entendido.

Então ele contou uma vez e eu achei muito fofo e engraçadinho!

pete repete 3

Ah, que legal!! Meu filho tão grande, já contando a piada do Pete e o Repete…

Então ele repetiu a piada uma vez e morreu de rir. Depois repetiu uma segunda vez, e novamente morreu de rir.

Aí não teve mais fim.

Ele continuou contando a piada ininterruptamente durante a manhã. E eu fui respondendo REPETE pacientemente, me sentindo A boa mãe que ouve o seu filho com toda atenção durante horas e horas.

pete repete 8

Mas aí teve uma hora eu cansei. Tipo, deu.

E então desencanei da parte da boa-mãe-que-ouve-o-filho. Desisti. Parei de responder REPETE.

Mas de nada adiantou. Ele continuou firme e forte contando a piada, e agora incluindo pequenos detalhes na história.

pete repete 7

Bom, pelo menos é criativo né?

Aí ele inventou a versão internacional da piada.

A versão Pete e Repete viajantes.

pete repete 5

E então, quando eu achava que aquela conversa toda não teria mais fim, ele de repente se distraiu e parou.

Assim, não mais que de repente.

Ufa.

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A ida ao primeiro dia no berçário

Segunda feira passada foi o primeiro dia da minha filha no berçário.

O mais animado com a novidade era o meu filho. Quando eu contei pra ele que a irmãzinha teria o seu primeiro dia de aula, ele veio correndo todo orgulhoso trazendo sua mochila antiga do Barney (porque esse ano ele ganhou uma nova de presente da avó).

FILHO: Vou emprestar a mochilinha do Barney pra ela, tá bom mãe?

A mochila é praticamente do tamanho dela. Mas ela não se importou muito com isso.

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Preparamos a mochila com a troca de roupa, escova de dentes, casaco, copo de suco, fraldas… Meu filho também quis ajudar, ele trouxe vários de seus brinquedos favoritos, afinal, “ela pode ficar com vontade de brincar de lego” ou para o caso de “ela ficar com vontade de pôr a máscara do batman”.

Ele estava realmente empolgado.

Bom, o esperado dia chegou. Descemos até o carro. Eu, as duas mochilas de rodinhas, minha bolsa, e as duas crianças, cada uma com seu potinho de sucrilhos. Uma cena que seria trágica se não fosse cômica (mas isso é assunto pra outro post…)

Prendi um na cadeirinha, prendi o outro na cadeirinha, coloquei as mochilas no banco do carona, e lá fomos nós.

EU: Filho, a sua irmã nunca foi na escola. Vai ser o primeiro dia dela. Você não quer dar umas dicas, explicar um pouco como funciona…?

Eu estava esperando que ele contasse um pouco sobre o dia a dia dele na escola. Sei lá, que falasse para ela que ela iria brincar, iria pintar, conhecer amiguinhos novos, cantar, aprender várias coisas diferentes…

Mas eis o que ele diz:

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Hm.. não era bem o que eu esperava, mas… ok. É justo. Ela vai realmente tomar lanche e almoçar por lá.

Continuamos o caminho até a escola com o meu filho tagarelando sobre coisas aleatórias (“olha mãe aquela torre que alta!!“, “Mãe você viu aquele passarinho que passou aqui do lado?, “O Pedro* da minha classe tá com febre e faltou na escola.“, “Quem achar um carro vermelho primeiro ganha, ACHEEI!!!!“). E ouvindo a música do trem maluco (mãe, de novo o trem maluco. Agora de novo. E de novo. É a moda do momento, repetir 593847 vezes a mesma música)

Aí, primeira parada: escola do meu filho. Tiro-o de sua cadeirinha, separo sua mochila, dou um beijo de despedida e falo:

EU: Dá tchau pra sua irmã, filho! Fala boa aula pra ela!

FILHO: Tchau irmazinha! Boa aula.

Ele já estava entrando no portão quando olha pra trás e grita sua última recomendação (que na verdade é uma ameaça):

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E com isso, se vira e entra na escola, saltitando com sua mochila de rodinhas.

Bom, não deixa de ser um bom conselho, né? Afinal, ninguém quer se meter em briga logo no primeiro dia…

(Fim da parte 1)

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* os nomes foram alterados para a preservar a identidade dos menores de idade.

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Abracadabra

A nova do meu filho é.. fazer mágica!!

Tudo começou porque em alguma festinha da escola teve um show de mágica. Ele ficou dias falando sobre o tal show e então virou moda aqui em casa ele apresentar seus dons pra gente.

É mais ou menos assim:

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Obedientes, fechamos os olhos e aguardamos o grande truque enquanto ouvimos seus passinhos apressados se movendo para longe.

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Aí, ele magicamente esconde o patinho atrás do criado mudo.

(Ou de uma almofada. Ou do sofá. Depende do que estiver mais perto)

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E por fim ele volta correndo, exultante. Todo orgulhoso de si mesmo.

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Meu David Copperfield.