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Cortando a unha (ou tentando cortar)

Lembro dos primeiros dias dos meus filhos em casa, depois de chegarmos da maternidade. Lindos, fofos, indefesos, e com aquelas unhas do tamanho de um grão de gergilim.

Dava medo só de pensar em cortar.

Logo percebi que as unhas dos recém nascidos cresciam super rápido. E que nessa fase da vida, a coordenação deles ainda não era das melhores. Se eu demorasse um dia a mais do que deveria para cortar suas unhas, eles arranhavam simplesmente todo o rosto.

Aí dava até vergonha de sair na rua, porque eles ficavam assim:

unha 5

Fala sério…

Bom, aí os meses passaram e hoje em dia minha bebê já não se arranha mais.

Mas ela também não ajuda muito na hora de cortar a unha…

unha 4

Porque bebês dessa idade não param quietos nem por 30 segundos.

Depois de uma certa idade, a gente acha que vai ficar mais fácil né? Que já com seus dois, três aninhos eles vão deixar você cortar as unhas deles calmamente, contando sobre o seu dia de escola…

Que nada. Meu filho pelo menos ODEIA cortar unha.

A gente tem que fazer em prestações:

FILHO: Mãe, essa mão hoje e a outra amanhã tá?

EU: Tá, o que você quiser. Só pelo amor de D’us deixa eu cortar essas unhas.

E quando eu tenho que cortar a unha do pé… é um desespero.

Parece que a gente está espancando o menino, de tão altos e sofridos que são os berros dele.UNHA 3

Ainda bem que unha do pé demora mais pra crescer…

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Pós post:

MARIDO: Ei, não é justo isso…

EU: O quê??

MARIDO: Você tem que falar para os leitores a verdade!! Há quanto tempo que você não corta as unhas das crianças????

EU: Hm.. é, tem razão. Então vou colocar “a verdade” como um acréscimo no final do post, pode ser?

MARIDO: Tá bom. Melhor. Quero meu mérito!!!

ADENDO DO FIM DO POST: Preciso confessar que hoje em dia eu não corto mais as unhas das crianças. De um mês pra cá isso se tornou uma tarefa do pai, oba!!

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A mentira cresce…

Perto da nossa casa tem uma pracinha gostosa, com árvores, bancos e uma vendinha de água de coco. Nessa manhã de domingo, eu iria até lá com as crianças. Meu marido, que tinha que terminar umas coisas de trabalho, nos encontraria ali mais tarde.

Mas acabou que saímos, tomamos coco, brincamos, vimos os cachorrinhos… já era hora de ir embora, e o papai acabou não aparecendo.

Então, meu filho, indignado:

mentira 111

Ai meu D’us. Eu mereço…

EU (pacientemente): Filho, ele não mentiu, deve ser que ele ficou ocupado com as coisas de trabalho e não conseguiu vir. Agora a gente fala com ele em casa.

FILHO (com tom de voz acusador): Não é… ELE FALOU MENTIRA!!

Ele estava tão decidido sobre o assunto que eu simplesmente desisti. Chegando em casa ele esqueceria. Ou perguntaria pro pai.

Porém, depois de andar por mais alguns minutos…

FILHO (já mais calmo): Mãe, sabe que quando você fala mentira, a mentira cresce, cresce, cresce, cresce.

Hm. Muito interessante essa observação. Da onde será que ele tirou?

EU: É mesmo?? E quem te contou isso?

mentira 3

Ah, é. Um livro sobre ‘como é feio mentir que eu comprei pra ele depois que ele começou a falar que ‘foi no parque da Xuxa ontem’ (quando ontem na verdade ele tinha ido na escola) e que ‘comeu tudo que tinha no prato’ (quando na verdade a comida estava intacta. E bem na minha frente, que descarado!)

Faz uns três meses que eu não vejo o livro, desde antes de nos mudarmos de apartamento. É um livrinho fofo, sobre dois irmãos ursinhos que estavam jogando bola na sala e quebraram o vaso da mãe. Aí eles inventaram que quem quebrou o vaso foi um passarinho que passava por ali.

O livro explica que, quando você conta uma mentira, a mentira CRESCE, CRESCE E CRESCE (metaforicamente, é claro).

Eu já estava toda orgulhosa por ele ter captado o conceito do livro tão rápido, depois de ler apenas duas ou três vezes. Que esperto meu meninão!!

E então, ele vira para mim com seus olhinhos cheios de preocupação e anuncia:

MENTIRA 2Hmm…

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Quando eu chamo o elevador…

Hoje eu tive a infelicidade de violar a lei número 728-b do código da maternidade.

JAMAIS APERTARÁ BOTÕES DE ELEVADORES NA PRESENÇA DE VOSSOS FILHOS

Porque são sempre eles que tem que apertar. E ai de você se você esquece.

Principalmente se eles estão naqueles dias mais birrentos…

elevador

É só aqui em casa ou aí também rola?

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Comendo em aniversários

Festinha de criança é uma delícia…

É como se fosse um dia da semana especial, onde podemos fugir um pouquinho da rotina e além de tudo comer salgadinhos e doces gostosos.

Tem coisa melhor?

Bom, como todas as crianças dessa idade, meu filho adora guloseimas. Na verdade acho que é a parte da festa que ele mais gosta. Se você pergunta pra ele como foi o aniversário ele vai responder:

niver3

Típico…

Desde que começou a andar, sempre que chega na festa seus pézinhos o levam diretamente para a mesa de doces. Lembro de uma vez em que ele tirou todas as cerejinhas dos cupcakes.

Foi super legal.

feliz niver 2

Aí, com o passar do tempo, ele foi entendendo que não pode ficar mexendo em todos os docinhos, que se mexe em algum tem que comer, e principalmente, que doce demais dá cárie.

E dá dor de barriga. Atrapalha o sono… (aliás, sempre que ele vem com qualquer reclamação desconexa eu falo que é porque comeu muito doce.)

doce dedo

Semana passada tivemos uma festinha. Antes de entrarmos, combinei com ele de não comer muita besteira.

EU: tenta não exagerar tá filho? Come primeiro as pizzinhas e pães de queijo. Depois você vai olhar a mesa de doces. Ok?

Ele já entendeu o esquema. Salgados pode à vontade, são sempre preferíveis aos docinhos.

Mas dessa vez ele quis inovar. Minutos depois de cumprimentarmos o aniversariante, ele me apareceu avisando:

gelatina

Hm… não sei se SUPER saudável. Mas já é um progresso, né? Aliás, quem será que ensinou essa palavra pra ele, hein… “saudável”?

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Abracadabra

A nova do meu filho é.. fazer mágica!!

Tudo começou porque em alguma festinha da escola teve um show de mágica. Ele ficou dias falando sobre o tal show e então virou moda aqui em casa ele apresentar seus dons pra gente.

É mais ou menos assim:

magica 1

Obedientes, fechamos os olhos e aguardamos o grande truque enquanto ouvimos seus passinhos apressados se movendo para longe.

magica 2

Aí, ele magicamente esconde o patinho atrás do criado mudo.

(Ou de uma almofada. Ou do sofá. Depende do que estiver mais perto)

magica 3

E por fim ele volta correndo, exultante. Todo orgulhoso de si mesmo.

magica 5

Meu David Copperfield.

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A cama que virou barco

Meu filho inventou uma nova brincadeira que ele adora. Chama-se “Vamos-fingir-que-sua-cama-é-um-barco”, e ele brinca todo dia. Várias vezes por dia.

Hoje o jogo começou cedo.

cama barco 1

EU: (de novo??) Tá bom, vamos filho.

Nessa hora ele escala minha cama com toda a urgência e desespero. Como se sua vida dependesse disso e ele realmente fosse se afogar se continuasse no chão.

Aí ele começa a pegar TUDO o que está espalhado pelo quarto e pôr em cima da minha cama.

CAMA BARCO 6

Até o chinelo, o peso de porta, a lixeira vazia…

FILHO: AI NÃÃÃOOO!!!! Meu livro do Batman!!!! Vou pegar!

E aí vem o livro do batman, o livro da mamãe, as revistas velhas, os brinquedos que ficaram espalhados no meu quarto ontem a noite…

Quando dou por mim, minha cama está assim:

barco 3

EU: Agora chega de coisas filho, o barco já está muito cheio. Deixa o chinelo do papai aí no chão.

Então minha filha, que estava há dez minutos remexendo nos armários e gavetas do banheiro, aparece.

cama barco 4

Não posso deixar minha filha se afogando no mar né? Acabo pegando-a e acomodando-a em nossa embarcação.

E aí velejamos, comemos, matamos os tubarões.

Depois cansamos (eu bem mais rápido que eles…)

E então, quando eu finalmente acho que é hora do descanso, eles me aparecem com a próxima super-brincadeira.

BARCO7

Haja energia.

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Quando eles trocam a fralda…

Hoje vou escrever sobre os pais, afinal eles também merecem um lugar ao sol, né?

Pais… são sempre muito bem intencionados e dispostos a ajudar (uma ajuda muitíssimo bem vinda), mas não podemos negar que são meio desajeitados quando se trata de filhos.

Fato.

Então vamos lá. Descrevendo uma cena habitual aqui em casa.

Domingo final de tarde…

fralda 5

Ah, que bom.

Hm… acho que antes de esquentar a comida vou sentar um pouco. Estou cansada. Vou relaxar só cinco minutos, quem sabe abrir meu livro e…

fralda2

Hm. Típico.

EU: (gritando para ele me ouvir) SE NÃO TÁ NO LUGAR DE SEMPRE DEVE TER ACABAAAAADO. CHECA NA GAVETA DE BAIXOOOOO.

PAI: TAAAA! E O ALGODÃOOOO???

EU: NA BANDEJA EM CIMA DO TROCADOOOOOR!!!

Silêncio.

Acho que ele tá conseguindo se virar. Aí eu consigo ler um pouco, descansar.

E aí o tempo passa…

E passa…

fralda 6

E passa…

E então, dez minutos depois…

fralda 4

Ela me aparece com o body aberto, um sapato faltando e o lacinho torto…

E ele nem percebeu.

É só aqui que isso acontece??

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Mães e Chocolates

Eu acho que deveriam realizar uma pesquisa sobre o aumento no consumo de chocolate após o nascimento dos filhos. Sério. Eu percebi que, depois de virar mãe, a quantidade que eu como praticamente dobrou.

E essa semana, conversando com algumas amigas queridas, descobri que não sou só eu que sofro desse mal.

Então cheguei a conclusão de que na maternidade, às vezes, a necessidade de um doce (em especial o chocolate) é tão grande que se torna quase fisiológica.

Por exemplo. Chega o final de um dia difícil. Um dia difícil mesmo, sabe, daqueles corridos, com milhões de coisas pra fazer, onde o filho passou a tarde mal humorado e reclamando de tudo, a filha não dormiu na hora da soneca então está exausta e chorona, e eu estou estressada e já atingi o meu limite faz algumas horas.

Imagine um final de dia assim.

Essa seria eu:

chocolate 2

Tudo o que eu consigo pensar é: vão pra cama jaaaa! Eu não posso mais ficar nem mais um minuto cuidando de vocês!! Tudo o que eu quero é tomar um bom banho e descansar!! E ainda falta dar janta e banho e pôr pijama em vocês… COMO EU VOU AGUENTAR??? AAAAAAH

(Ok pessoal, por favor, agora sem julgamentos… aposto que todas as mães aqui já tiveram dias desses)

Então. Nessa hora, eu saio pela casa em busca de um chocolate.

Mas tem que ser dos mais gostosos, com maior concentração de cacau possível. Se tiver recheio de licor então, melhor ainda.

Depois de uns dois três, quatro bombons, ou um pequeno enorme pedaço de chocolate, quando eu já consigo sentir o açúcar se dissipando pelo meu corpo, eu volto para sala já sob controle.

E aí, eu estou assim:

chocolate 3

Conclusão: eu como chocolate porque ELES precisam que eu coma. Para ficarmos todos em paz e felizes. Num lar harmonioso e saudável.

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A Porquinha Peppa

Já ouviram falar na Porquinha Peppa? É um desenho animado que passa no Discovery Kids sobre a vida de uma porquinha e a família dela. Cada episódio dura 5 minutos e é muito muito fofo.

Meu filho teve sua iniciação nesse desenho em uma das vezes que foi dormir na casa da avó (onde a TV é liberada 24hs/7dias), e me fez entrar no youtube atrás da tal da Peppa para assistir com ele. (Quem quiser ver, da uma olhadinha nos vídeos dela aqui)

Enfim. Agora podemos ir à história deste post.

Estávamos na fazendinha. Aliás, ir na fazendinha é um programa que a gente adora fazer aqui em casa. Meu filho fica enlouquecido com os animais, minha filha acha que está no mundo mágico dos auaus (como mencionei neste post) e todo mundo fica feliz!

Bom. Depois de tirar leite da vaca e andar a cavalo, paramos para ver o cercado dos porquinhos. Tinha um porco bem exibidinho, andando de um lado para o outro, e meu filho se debruçou encantado na grade para observá-lo.

Do nosso lado, tinha uma moça com um menino que devia ter uns dois aninhos. Ela estava explicando sobre a vida dos porcos para ele, toda animada.

porquinha

PEDRO: (Não responde nada, apenas fica olhando em transe para o porco, com a boca aberta, absorvendo as palavras da mãe)

MEU FILHO: (toda sua atenção é voltada para a tal da mãe, que está falando coisas interessantíssimas acerca do porco)

MOÇA: E o nome dela é Porquinha Peppa, sabia Pedro?

“Ah, pronto! Agora que meu filho vai ficar feliz”, eu pensei. Afinal, ele aaaaama a Peppa.

Mas sua reação foi bem diferente da que eu imaginei.

Em vez de sorrir e ficar contente, ele apontou acusadoramente o seu pequeno indicador para a mãe do Pedro e falou em alto e bom som:

PORQUINHA2

Assustada com a repentina fúria do pequeno menino loiro que há pouco escutava suas palavras tão atentamente, a moça ficou sem reação, olhando do meu filho para o porco, do porco para a plateia, procurando cadê a mãe desse moleque metido e mal educado. Ela estava claramente brava.

E eu, morrendo de vergonha, quis enfiar minha cabeça na terra e sumir.

Meio sem graça, puxei meu filho pela mão e saí com cara de tacho.

Depois expliquei para ele que quando alguém está conversando com o seu filho sobre uma coisa legal, a gente não pode entrar no meio da conversa. E se for entrar, é para falar coisas bonitas, e não feias.

Crianças de três anos e meio são realmente imprevisíveis.

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Estamos andando!

Confesso que estou emocionada de escrever esse post. Parece que foi ontem que eu escrevi o post sobre minha bebê engatinhando… e agora ela já está andando!!

Passou tão tãooo rápido!

Tudo começou há uns dois meses, quando ela deu os primeiros sinais de que queria se locomover em pé. Então ela ia andando se apoiando nos móveis, nas paredes, nos brinquedos. Em qualquer coisa que estivesse no caminho.

Até no irmão.

andando a

Essa fase durou algumas semaninhas…

Depois, ela começou a andar dando a mão.

Essa etapa foi muito engraçada, porque se ela estava no chão e via qualquer pessoa com a mão livre, ela engatinhava até lá, agarrava a mão, se apoiava, e punha-se a andar.

Não importava de quem era a mão. Poderia ser de qualquer um. Da mãe, do pai, dos avós, tios, familiares, amigos, vizinhos, porteiros, vendedores…

ANDANDO 2

Essa fase rendeu boas risadas.

E agora, de uma semana para cá, ela pegou firmeza.

Então ela vai andando com seus passinhos incertos, sem olhar pra trás, como se nada mais importasse no mundo. Independente e determinada.

E eu nem fico comovida…

andando 32

Imagina…