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Festa de Aniversário (com sorteio!)

Meu filho nasceu em dezembro. Dia 29, pra ser exata. Então a gente sempre comemora o aniversário dele nas férias, quando todos os amiguinhos estão viajando. Tadinho…

Por isso, esse ano resolvi fazer a festa dele um mês antes!

Estava super empolgada, pois seria sua primeira festinha com a turma da escola!! Aí perguntei pra ele sobre qual tema ele gostaria de fazer:

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O que se mostrou ser uma decisão muito difícil de tomar. Afinal são tantas as opções né? Fazendinha, Toy Story, Carros…

Ele pensou, pensou, pensou..

E pensou tanto que eu achei que ele tinha se distraído e esquecido da pergunta.

Mas aí ele respondeu:

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Batman??? Mas por quê?? O que havia acontecido com o Julio do Cocoricó?? Com o Pablo dos Backyardigans?? Com o maravilhoso mundo da Disney?? Com quatro anos já se faz festa de super heroi??

Eu estava consternada.

“Mas filho, você não prefere os Piratas?” eu perguntei. Mas não, ele não queria os piratas. Nem os bichos da fazenda. E muito menos o Mickey e a Minnie.

Ele queria o Batman.

Então beleza, que fosse o Batman.

Entrei a fundo no mundo do Batman. Sentei no computador e pesquisei.

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Em pouco tempo de google me tornei PhD em Batman. Descobri que ele é órfão e que não tem nenhum poder mágico. Que a Mulher Gato é uma de suas principais inimigas (você sabia dessa??) E curiosamente descobri também que não, ele não se transforma em morcego como eu sempre pensei.

Enfim! Os dias foram passando e nós fizemos tudo do Batman. Organizamos o convite. Os enfeites. O bolo. O brinde. Batman pra cá, Batman pra lá. Acho que BATMAN foi a palavra mais falada em casa no último mês (depois de mamãe, é claro).

Aí, um dia antes da festa, eu decidi ir comprar a fantasia do Batman pra ele. Em casa tínhamos a capa e a máscara, mas faltava o resto da roupa.

EU: Filho, vamos sair comprar a roupa do Batman pra você usar na festa?

Ao que ele me responde, com uma carinha de indignação:

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Como é que é?

Fiquei estática. Desde quando isso?? Não era o Batman?

Será que eu errei o herói? Não, não errei…

Tentei argumentar com ele, explicar que o Batman tem máscara e o Super Homem não tem, que o Batman tem o batmovel e a batcaverna. E o Super Homem não.

Mas não tive êxito. Ele estava resolvido.

Bom, a festa era dele, né? Então no fim acabamos comprando a fantasia de Super Homem mesmo…

E ele foi feliz da vida, vestido de Super Homem na sua festa do Batman.

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Ah, a minha filha foi de mulher maravilha. Eu tinha que fazer o par, né? Afinal, para que a gente tem um casal??

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E pra comemorar o aniversário dele e o final do ano, fizemos o primeiro sorteio do blog! Que emoção!!

A Prime Paper (que com toda a paciência do mundo fez os nossos lindos convites do batman) ofereceu para os meus queridos leitores duas opções de kit:

1) kit festa: 20 águas personalizadas, 20 tubinhos de jujuba, 60 selinhos para pote de brigadeiro, 20 toppers e 20 convites (a mesa da festa fica muito fofa decorada!!)

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2) kit cartões: 40 cartões (com envelope e selinho) + 40 etiquetas “de/para” com o nome do seu filho (pra colocar nos presentinhos para os amigos!)

kit cartoes 3

Já temos um vencedor! Oba!

sorteio

 

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A foto que acabou em pizza

Era uma tarde de semana qualquer e os dois estavam de ótimo humor.

Brincavam juntos serenamente, felizes, com o seu novo jogo de comidinhas de plástico. Sem brigas por brinquedos, provocaçõezinhas e choros.

Tudo em perfeita harmonia.

chazinho 4Excelente oportunidade de tirar uma foto deles brincando com o jogo de chá e lanches que ganharam de presente.

Animada, saí correndo até o meu quarto pra pegar a câmera fotográfica.

Mas nos 10 segundo que levei para voltar, instaurou-se o caos (como sempre acontece quando eu quero tirar uma foto deles…)

Minha filha chorava dramática no chão. Xícaras, colheres, cadeiras, comidas, estavam espalhados. E meu filho segurava defensivamente um pedaço de queijo de plástico.

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Aí ele me explica o motivo da cena:

FILHO: Ela não quis me passar o queijo, mãe.

EU: Mas filho, ela é bebê. As vezes ela não entende o que você fala, né?

Ao que ele me reponde:

chazinho 9Eu mereço…

Tento contornar a situação. Devolvo tudo no lugar e explico pra minha filha a importância de passar as coisas para as pessoas na mesa.

Chorosa, ela sinaliza que ainda quer o pedaço de queijo que está na mão dele.

Então eu tento convencê-la a pegar a cenoura. Cenoura é muito gostoso!!

Mas ela não aceita. Está decidida no queijo.

Então tento convencer ele de que a cenoura é bem melhor.

Mas não, obrigado. Ele vai ficar com o queijo mesmo.

Então tenho uma ideia brilhante:

EU: E a pizza, filho?? Que tal?? A pizza é uma junção de muitos e muitos queijos!!

Mas…

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Tudo por um simples pedaço de plástico amarelo. Podia ter vindo dois pedaços de plástico amarelo no raio do jogo de lanche né?

Nisso, minha filha desata a chorar de novo.

E aí, de repente, meu filho cansa daquilo tudo.

Simplesmente levanta e larga o queijo em cima da mesa.

Ela, então vitoriosa, pega o queijo. Olha pra ele por alguns instantes e chega à conclusão de que na verdade, o pedaço de plástico não é tão interessante assim.

Levanta e vai embora, me deixando sozinha…

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Com a mesa de lanchinhos e chás, o pedaço de queijo, a câmera numa mão e a pizza na outra.

Acho que a foto vai ficar pra próxima…

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Quantos dinheiros você tem?

Há algumas semanas, tivemos uma festinha de aniversário de uma amiguinha da escola. O brinde foi uma moedeira. Daquelas redondas de plástico, com zíper, sabe? Todo mundo já teve uma dessas um dia.

Meu filho simplesmente adorou o brinde. Amou de paixão. Voltou da festa super animado, pedindo para eu dar à ele “muitos dinheiros”.

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A chegada da moedeira na nossa casa marcou o início de uma nova descoberta na vida dele: o dinheiro. Ele descobriu que podemos pagar as coisas com dinheiro, e não só com cartão. E mais importante: que ele tinha acesso à esse dinheiro.

De repente ele se tornou tão poderoso!!!

Dei à ele alguns trocados pra começar a encher sua moedeira. Mas ele não quis saber das notas, só das moedas.

Moedas são bem mais legais… são redondinhas, fazem barulho… Notas são sujas, velhas, feias. Né?

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Ah, a doce inocência das crianças…

Agora ele acha que pode pagar tudo. Quando tomamos uma água de coco na praça, quando levo ele para cortar cabelo, ou até para pagar as compras do mês.

Ele saca aquela moedeira do bolso, com pouco mais de um real e cinquenta, e declara:

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Eu lanço para a moça do caixa aquele olhar meio cúmplice. Meio “ele só tem três anos, relaxa eu vou pagar. Mas ele ta tão feliz.. então finge que você acredita”. Ela me devolve um olhar de compreensão. Tudo numa realidade a parte.

Pagamos e saímos, prontos para a próxima.

Me pergunto quando vou ter que contar pra ele que na verdade sou eu que pago tudo.

Algum dia ele vai ter que aprender… mas até lá, vou deixando ele pagar as coisas com “os dinheiros” dele.

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Quando eles fazem a gente pagar mico

Era um dia qualquer e estávamos passeando no shopping. Já tínhamos ido à livraria e dado uma voltinha no trenzinho de natal. Era hora de ir embora.

Olha, preciso confessar que ir com duas crianças no shopping nunca foi tão complicado como está sendo nessa fase da vida. Com dois seres que se locomovem sozinhos e que são COMPLETAMENTE sem noção. A pior parte é que cada um gosta de ir para o lado oposto do outro. Impressionante.

Eu fico super feliz.

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Não reparem no erro de concordância verbal. Nessa hora é assim mesmo.

Bom, depois de conseguir catar as duas crianças, me dirijo ao elevador para descermos até o piso térreo.

Aí é aquela desorganização pra entrar. O carrinho, as crianças, a mãe, a bolsa, e o balão que eles acabaram de pegar na lojinha de sapatos.

Mas ok, entramos. A ascensorista e o casal que estavam dentro do elevador olham para as crianças, encantados. Que fofos, diziam. Que gracinha. Crianças geram esse tipo de reação nas pessoas né? Até porque, à primeira vista eles são lindos e angelicais mesmo.

Estava tudo correndo bem, quando de repente:

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EU (morrendo de vergonha, rezando pra abrir um buraco no elevador e eu sumir) : Ah… Tá bom filho. Saindo daqui a gente faz.

FILHO: Mas eu tô muito apertado.

Eu sei que é normal criança falar essas coisas, mas fiquei constrangida né?

Aí, minha filha, pra melhorar a situação, gostou dessa palavra. Essa que começa com a letra C.

E começou a repetir insistentemente:

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FILHO (com cara de felicidade absoluta, como quem acabou de marcar o gol da vitória): HAHAHAHAAHAHAHAHA

FILHA: Cocô cocô!!!!

EU: Crianças, não falem isso. Vamos parar??

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E a descida de elevador, que costuma durar poucos segundos, pareceu levar uma eternidade. O casal e a ascensorista já não pareciam achar as crianças tão gracinha agora.

PLIM. Pára o elevador e entra uma mulher.

FILHA: Cocôooooo Cocô!!!

FILHO: Hahaahahahhahaha

Cadê esse raio de buraco que não abre pra eu me enfiar lá, pelo amor de D’us!!??

PLIM. Sai o casal.

EU (tentando parecer calma, com cara de mãe super tranquila que sabe o que está fazendo): Chega gente… Vamos se acalmar.

O pior de tudo é que minha filha não tem a menor noção do que significa a palavra que ela está falando!!!

FILHA: Cocô!!! Cocôoo! Cocôôôôô!!!!

FILHO: Hahaahahahhahaha

Só sabe que está causando espasmos de riso no irmão…

PLIM. Finalmente nosso andar.

EU: Tá legal gente, vamos sair agora. Dá tchau pra todo mundo

COCÔÔÔÔÔ COCÔÔ!!! HAHAHAH AHAHAHA

Aí, com toda a classe e elegância que consigo reunir, puxo os dois e saio do elevador.

Morrendo de vergonha dessas duas criaturinhas.

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Sobre mães e lixos

Sempre tive plena consciência de que quando virasse mãe eu também teria mais inúmeras novas funções. Eu sabia que me tornaria também cozinheira. Enfermeira. Arrumadeira.. massagista, educadora, motorista… e por aí vai.

No entanto, ninguém me avisou que eu também me tornaria a lixeira das crianças.

Não sei o que acontece aqui em casa, mas a dificuldade que meu filho tem para jogar coisas no lixo é imensa. Eu já ensinei 394578394857 vezes, mas não deu certo. Acho que é um vício dele, uma mania. Sei lá.

Não que ele deixe os restos espalhados pelo chão. Não.

O que acontece é que aparentemente ele acha que EU sou a lixeira dele.

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Não importa aonde eu estou. Posso estar sentada ao seu lado, ou ocupada na outra extremidade da casa.

Ele vem correndo até mim para dar o tal lixo.

Isso quando a lata de lixo não está bem do lado dele.

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Para que usar a lixeira quando se tem a super-mega-multi-uso-mamãe??

Mas a hora que ele mais gosta de dar lixo na minha mão é quando eu estou toda carregada. É nessa hora que ele me aparece com um resto de maçã. Ou com a caixinha de suco vazia. Ou com o papel da bolacha.

E na maior cara de pau, me estende a mão e fala:

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Mas tudo bem. Estou com esperanças de que algum dia ele vai aprender.

Tenho fé.

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Quando eles tem febre

Acho que não tem coisa pior do que quando nossos filhos ficam doentes. Aquele olhar caidinho, o corpo meio molenga, a cabecinha meio encostadinha… Que dó!! Mas bom, acontece, bebês ficam doentes, ficam com febre, com virose, com diarréia, etc… e depois melhoram. Faz parte. Depois de quase quatro anos de maternidade já aprendi a aceitar o fato.

A primeira coisa que eu sinto quando percebo um filho com febre é culpa. Que é tudo culpa minha, que eu sou uma péssima mãe, que eu não devia ter deixado eles de cabelo molhado, ou que eu devia ter tirado eles da banheira mais cedo. Por quê??? Por quê ficou com febre, meu D’us, POR QUEEEE????
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Exagerada se torna meu nome do meio. E ansiosa meu apelido.

Bom, passada a fase do drama, é hora de sermos práticas. Ok, tá com febre, vamos agir. Vamos medir essa febre.

Lembro-me que meu filho era bem difícil para deixar pôr o termômetro* debaixo do braço. Esperneava, chorava, gritava, não queria de jeito nenhum. Foi nessa fase da vida dele (com mais ou menos um aninho) que eu descobri a Galinha Pintadinha. A maravilhosa Galinha Pintadinha. A mega companheira, e amiga pra todas as horas, Galinha Pintadinha.

Assim, medir a febre se tornou algo mais leve, fácil (e quase divertido) pra todo mundo:

 

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É uma salvação.

Com a minha filha eu nem penso duas vezes. Já aprendi: liga a santa galinha e põe o termômetro*.

Aí, espero ansiosamente o resultado enquanto assisto os alegres e coloridos bichinhos pulando na tela.

Pensamentos inquietos começam a saltar na minha cabeça. Ai, tomara que não passe de 38 essa febre. Tadinha… Será que é virose? E se for uma coisa mais grave?? Será que é alergia? Acho que vou comprar água de côco pra ela. Pra hidratar né? Vai que ajuda. Será que ainda tem Tylenol ou já acabou? Onde eu pus aquela seringa dosadora mesmo?? Preciso procurar…

Bom, passados os três minutos e constatado o nível da febre vamos pro remédio. Outro drama na nossa vida, minha gente.

Como se não tivéssemos o suficiente.

Eu não sei como é na sua casa, mas aqui a hora do remédio é assim, em 90% das vezes:

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O que é um ótimo sinal. Porque significa que eles estão com força pra gritar e reclamar – sempre um bom indicativo!!. Ruim é quando eles estão tão fracos que nem tem força pra protestar.

Aí, quando é com o meu filho mais velho, eu tento usar uma das minhas super metodologias de dar remédio (converso, explico, suborno).

Mas com a minha bebê não consigo chegar a nenhum acordo. Ela não aceita o medicamento de maneira alguma. A solução então, é dar o remédio a força. Não me julguem. Eu não me orgulho disso!! Mas não tenho outra opção. Preciso segurá-la e despejar o líquido doce em sua boquinha.

Que dó =(

E por fim, depois do remédio, só me resta esperar.

Esperar até a hora da próxima dose. Esperar até a hora de ir ao médico.

E finalmente, esperar até eles ficarem bons. Mantendo a calma e a compostura.

E sem se desesperar.

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* Eu sei que existem milhões de termômetros ultra modernos hoje em dia, que basta você encostá-lo na testa do bebê que a temperatura aparece instantaneamente. Eu até tenho um desses em casa. Mas não consigo confiar, porque eles são meio instáveis, cada vez indicam uma temperatura diferente. Prefiro ficar com o bom e velho termômetro de mercúrio, nunca falha.

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Post publicado no Minha Mãe que Disse

Oi Gente!! Escrevi esse post para o blog Minha Mãe que Disse. É sobre as crises de pré-adolescência do meu filho… Ou, o chamado terrible twos. Fala sério!

Não sei como é na casa de vocês, mas aqui em casa vira e mexe meu filho passa por fases meio…. temperamentais. Quase uma adolescência precoce (aos 3 anos de idade).

Essa semana tivemos uma dessas crises.

Era uma tarde especialmente quente, e eu tinha preparado um suquinho de laranja pra eles.

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EU: Filho, toma aqui o copo do Mickey pra você e o da Minnie pra sua irmã.

Durante a última semana inteira ele só quis usar o copo do Mickey. Então a conclusão óbvia é que hoje, assim como ontem e anteontem, ele vai querer novamente o do Mickey, né?

Não. Aparentemente hoje ele cansou do copo do Mickey… Ele mudou de ideia sobre o copo do Mickey.

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EU: Tá. Qual você quer?

ELE: Hmmmmmm…….

Fique a vontade. Leve o tempo que quiser para tomar essa árdua decisão.

FILHO: Eu quero o….

EU: Sim????

Nó temos uma extensa coleção de copos infantis aqui em casa. Temos os que foram comprados, os que foram presente da avó, os que vieram de lembrancinhas de aniversário…

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EU: Oooo????

Parece que vamos ficar por aqui um bom tempo…

Como ele não toma uma decisão, resolvo ajudar e tenho a péssima ideia de sugerir o copo do Toy Story.

EU: Olha filho! O Woody é 10!

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O que só piora a situação. Não deveria ter me metido…

Ai minha santa paciência… e agora???

Espero alguns segundos passarem e percebo que ele está se acalmando. Que parou de gritar e sacudir os braços e pernas. O que é um bom sinal. Um ótimo sinal.

Resolvo então oferecer muito delicadamente todos os copos da casa, um por um, até ele se decidir.

EU: O da galinha pintadinha?

FILHO: NÃO!

EU: O do Carros?

FILHO: Nããããooo!!!

EU: O do Ben 10???

FILHO: Hmmmm….

Opa! Acho que é esse!!

FILHO: NÃO!

EU: Não?????

Percebo que ele está pensativo… Então, movendo-se de joelhos pelo chão e falando bem baixinho, ele anuncia o seu eleito:

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O recém jogado, descartado e magoado copo do Mickey.

Dá pra entender essas crianças?

EU: Boa escolha filho… agora vem tomar o seu suco.

Para ler o post no site do MMQD clique AQUI.

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Viajando com as crianças

Depois de ter filhos preciso confessar que passei a ter muita preguiça de viajar. Não me levem a mal, adoro passar tempo com eles, cuidar deles, brincar com eles e etc. Mas ultimamente tenho preferido fazer tudo isso no conforto da minha própria casa.

Porque afinal de contas, aqui já tem tudo. Já tem banheira, trocador, fralda, berço, leite, mamadeira, etc. Então é bem mais prático.

Bebê exige MUITA bagagem. É carrinho, é berço portátil, é estoque de fralda, é brinquedo… ai de nós se esquecemos os brinquedos. Ou a chupeta, D’us me livre.

Então, resolvi fazer uma ilustração para ser mais clara.

Isso somos nós viajando ANTES dos filhos:

Viajar 1

Jovens, com roupas despojadas (naquela época eu podia escolher as minhas roupas E combiná-las com os acessórios, que luxo!), descansados, tranquilos…

Cada um com sua malinha. Sem pressa, sem horário, sem um milhão de esquemas.

Deu pra captar??

Ok.

Isso, por sua vez, somos nós viajando hoje em dia:

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Mala de roupa, mais roupa, mais um pouco (Vai que suja? Vai que vaza?? Vai que molha? Vai que precisa trocar?), carrinho, mala de coisas de cozinha, farmacinha (vai que fica doente), os brinquedos… a “mala da mão” com fraldas, comida, bebida, roupas extras, passatempos para o percurso…

Enfim. Por isso que dá preguiça…

Vocês me entendem?

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Tinha o Pete e o Repete, o Pete morreu

Vocês lembram da piada do Pete e do Repete?

Quando eu tinha uns 5, 6 anos, era febre na escola. Todas as crianças viviam contando umas pras outras. Era assim:

CRIANÇA 1: Tinha dois cachorrinhos, o Pete e o Repete. O Pete morreu, quem sobrou?

CRIANÇA 2: O Repete!!!

CRIANÇA 1: Aaaai você quer que eu repita??? Tá bom.. Tinha o Pete e o Repete..

Então essa era a piada. Ficar repetindo múltiplas vezes até cansar (o que demorava bastante pra acontecer). E a gente achava hilário, morria de rir. Chegava em casa e contava pro pai, pra mãe, pra todo mundo que quisesse ouvir.

Bom, quase vinte anos depois essa piadinha dos dois cachorrinhos voltou a fazer parte da minha vida. Aliás, do meu dia INTEIRO. Não sei quem ensinou para meu filho, mas ele adorou.

Tudo começou ontem de manhã. Ele chegou para mim enquanto eu me vestia e anunciou que ia contar uma piada.

Fiquei super empolgada, afinal, ele nunca tinha contado piada antes. As poucas vezes que tentamos contar uma piada para ele, ele não tinha entendido.

Então ele contou uma vez e eu achei muito fofo e engraçadinho!

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Ah, que legal!! Meu filho tão grande, já contando a piada do Pete e o Repete…

Então ele repetiu a piada uma vez e morreu de rir. Depois repetiu uma segunda vez, e novamente morreu de rir.

Aí não teve mais fim.

Ele continuou contando a piada ininterruptamente durante a manhã. E eu fui respondendo REPETE pacientemente, me sentindo A boa mãe que ouve o seu filho com toda atenção durante horas e horas.

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Mas aí teve uma hora eu cansei. Tipo, deu.

E então desencanei da parte da boa-mãe-que-ouve-o-filho. Desisti. Parei de responder REPETE.

Mas de nada adiantou. Ele continuou firme e forte contando a piada, e agora incluindo pequenos detalhes na história.

pete repete 7

Bom, pelo menos é criativo né?

Aí ele inventou a versão internacional da piada.

A versão Pete e Repete viajantes.

pete repete 5

E então, quando eu achava que aquela conversa toda não teria mais fim, ele de repente se distraiu e parou.

Assim, não mais que de repente.

Ufa.

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A ida ao primeiro dia no berçário

Segunda feira passada foi o primeiro dia da minha filha no berçário.

O mais animado com a novidade era o meu filho. Quando eu contei pra ele que a irmãzinha teria o seu primeiro dia de aula, ele veio correndo todo orgulhoso trazendo sua mochila antiga do Barney (porque esse ano ele ganhou uma nova de presente da avó).

FILHO: Vou emprestar a mochilinha do Barney pra ela, tá bom mãe?

A mochila é praticamente do tamanho dela. Mas ela não se importou muito com isso.

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Preparamos a mochila com a troca de roupa, escova de dentes, casaco, copo de suco, fraldas… Meu filho também quis ajudar, ele trouxe vários de seus brinquedos favoritos, afinal, “ela pode ficar com vontade de brincar de lego” ou para o caso de “ela ficar com vontade de pôr a máscara do batman”.

Ele estava realmente empolgado.

Bom, o esperado dia chegou. Descemos até o carro. Eu, as duas mochilas de rodinhas, minha bolsa, e as duas crianças, cada uma com seu potinho de sucrilhos. Uma cena que seria trágica se não fosse cômica (mas isso é assunto pra outro post…)

Prendi um na cadeirinha, prendi o outro na cadeirinha, coloquei as mochilas no banco do carona, e lá fomos nós.

EU: Filho, a sua irmã nunca foi na escola. Vai ser o primeiro dia dela. Você não quer dar umas dicas, explicar um pouco como funciona…?

Eu estava esperando que ele contasse um pouco sobre o dia a dia dele na escola. Sei lá, que falasse para ela que ela iria brincar, iria pintar, conhecer amiguinhos novos, cantar, aprender várias coisas diferentes…

Mas eis o que ele diz:

bercario 1

Hm.. não era bem o que eu esperava, mas… ok. É justo. Ela vai realmente tomar lanche e almoçar por lá.

Continuamos o caminho até a escola com o meu filho tagarelando sobre coisas aleatórias (“olha mãe aquela torre que alta!!“, “Mãe você viu aquele passarinho que passou aqui do lado?, “O Pedro* da minha classe tá com febre e faltou na escola.“, “Quem achar um carro vermelho primeiro ganha, ACHEEI!!!!“). E ouvindo a música do trem maluco (mãe, de novo o trem maluco. Agora de novo. E de novo. É a moda do momento, repetir 593847 vezes a mesma música)

Aí, primeira parada: escola do meu filho. Tiro-o de sua cadeirinha, separo sua mochila, dou um beijo de despedida e falo:

EU: Dá tchau pra sua irmã, filho! Fala boa aula pra ela!

FILHO: Tchau irmazinha! Boa aula.

Ele já estava entrando no portão quando olha pra trás e grita sua última recomendação (que na verdade é uma ameaça):

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E com isso, se vira e entra na escola, saltitando com sua mochila de rodinhas.

Bom, não deixa de ser um bom conselho, né? Afinal, ninguém quer se meter em briga logo no primeiro dia…

(Fim da parte 1)

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* os nomes foram alterados para a preservar a identidade dos menores de idade.