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Sobre quando todo mundo pegou Influenza B

A primeira a ter febre foi minha filha do meio.

Foi um febrão, do nada. Seguido de um dia inteiro de total desânimo. Ela deitando pelos cantos da casa, sem vontade de brincar, bagunçar, comer e nem ver televisão.

A parte da televisão me preocupou.

Mas ela só queria ficar deitada, quietinha.

Levei ao hospital. Lotado, não havia nem onde sentar. Peguei-a no colo porque ela mal conseguia ficar em pé. Até sermos atendidas, o exame realizado, termos um diagnóstico e sermos liberadas para voltar para casa levou cinco horas. CINCO HORAS.

Tratamento: 5 dias do Tamiflu. Antitérmico para febre. Muito líquido. Dieta leve. Sem escola ou qualquer atividade por uma semana. E sem contato com os irmãos, principalmente com a irmã pequena, de apenas dois anos.

Sei. Só se trancafiá-la no quarto. Os três, apesar de brigarem direto, são super grudados.

Chegando em casa com ela, eu tento instaurar e manter uma política de isolamento, mas é só eu sair de perto deles por um minuto que quando volto, estão assim:

Maravilha! Bem na cara da irmãzinha.

E é tiro e queda. Dois dias depois, adivinha quem está com febrão? Pois é. A pequena.

Eu, já mais esperta, responsável e experiente, vou ao hospital com um pedido de exame em mãos, para não pegar a monstruosa fila como da outra vez. Mesmo assim, todo o processo leva um tempo, onde brincamos e desenhamos com aqueles brinquedos e giz de cera contaminados da sala de espera do hospital.

Afinal, ela já está doente mesmo né.. fazer o quê. Que brinque com as coisas

Diagnóstico: Influeza B.

Voltamos para casa, e, enquanto estou na cozinha preparando um suco de laranja para as minhas agora DUAS pacientes, meu filho mais velho aparece meio cambaleando e diz, baixinho: “mãe, não estou me sentindo muito bem”.

“Ah, nãooooo filho!! Você também?????”

Mas só de tocá-lo consigo sentir a fervura de sua pele. Dou um abraço. Penso comigo que ele nem precisa fazer exame, seu diagnóstico é mais do que óbvio.

Nesse momento estou sem ação, me sentindo uma espectadora em uma comédia tragicômica. Mas é lógico que vamos fazer o exame. De novo. Mais uma ida ao hospital.

O manobrista já inclusive virou meu ‘brother’, e fez até piadinha:

Engraçadinho. Pergunto para ele se a terceira vez não pode ser por conta da casa (#engraçadinha).

Enquanto esperamos para sermos atendidos, brinco com o meu filho que ele e as irmãs podiam ter combinado de ficar doentes juntos para a gente economizar a viagem e irmos todos ao hospital de uma vez só, em vez de se revezar. Ele ri. Eu rio. E seguimos para a sala de exames. Só para tirar a dúvida do diagnóstico.

Que deu positivo.

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E chegou Dia das Mães

Sexta feira, dois dias antes do Dia das Mães. Eu estou na cozinha preparando o jantar, quando meu filho entra, saltitante, com um pacote na mão:

FILHO: FELIZ DIA DAS MÃÃÃES! Olha aqui o presente que eu te fiz na escola!!

EU: OBA!!! Obrigada meu amor! O que é isso?

FILHO: Uma sacola sustentável de supermercado. Pra você fazer compras.

dia das maes 4

 

EU: UAU! Estava precisando mesmo de uma. Que linda filho, obrigada!!

FILHO: E um chaverinho com o seu nome, olha:

dia das maes 2

chaveirinho                             sacola de mercado

 

(Pausa pra eu derreter de amor)

(Pronto)

Adorei o meu presente e vou usar – além de sustentável, o supermercado aqui do lado está cobrando 8 centavos o saquinho plástico, fala sério!!

Mas se você não foi sortuda como eu de ganhar uma sacola sustentável com um arco íris, coraçõezinhos e um chaveiro com o seu nome, seguem algumas ideias de presentes que a sua família pode te dar. A melhor parte? São todos gratuitos!!! (Maridão, fica a dica)

1- acordar as 10 da manhã

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2- um banho relaxante e demorado (sem ninguém te apressando na porta)

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3- banheiro sem plateia (dispensa comentários) – um mínimo de dignidade no nosso dia né minha gente…

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4- uma refeição inteira sentada (sem precisar levantar pra trazer mais suco, ou buscar a colher da minnie, ou o copo da patrulha canina) – um luxo!!

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E aí, que outras ideias de presente nesse dia tão comercial especial? Lembre-se, todo dia é nosso dia, meninas! Mas se a gente pode ser mimadas uma vez por ano, por que não, não é mesmo? Aproveitem!

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Da série “mamãe pegou dengue”

Pois é, peguei.

Não sei onde, não sei quando e nem como. Mas eu, como milhares aqui em são paulo, fui premiada pelo mosquitinho sem vergonha. E naturalmente fiquei acabada, de cama, tomando soro, etc etc e tal, faltando no trabalho, na aula…

Mas já estou melhorando, e isso que importa.

Mamãe doente foi sensação na casa. E confesso que fiquei impressionada com a capacidade dos filhos entenderem que a mamãe tá dodói e precisa ficar na cama. Bonitinhos, eles traziam seus livrinhos e jogos pra brincarmos juntos deitados. Meu quarto se tornou uma zona, mas tudo bem, são os ossos do ofício..

Minha filha, muito preocupada, fez questão de usar o seu método de tratamento altamente eficaz, denominado por ela mesmo de “gelinho”. Consiste em ir até o congelador, pegar uma pedra de gelo, e passar na região ferida.

FILHA: mamãe, aonde tá doendo?

EU: aqui no meu braço, meu amor.

Que local que eu poderia falar, né?

post 85

Acredito que ela aprendeu essa técnica na escola.

Depois de pressionar o gelo na minha mão por uns 6 segundos, ela diz:

post 85 b

E aí ela pediu o que pareceu ser o pagamento pelo atendimento.

FILHA: Então dá beijo aqui na minha bochecha.

EU (morrendo de amores): smack!! Que bochecha gostosa! Posso dar mais um?

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E assim, levantou e foi embora.

O tratamento foi bastante produtivo, fico feliz em afirmar que já estou muito mais bem disposta.

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Surpresas no banho

Todo bebê faz cocô no banho. Se o seu filho não fez ainda, algum dia ele fatalmente vai fazer.

Ou não. Mas aí você tem que ser muito sortuda (o).

Em geral é assim que acontece (com os bebês recém nascidos ou de poucos meses):

Você já deixou a água preparada na temperatura correta, a troca de roupa, a fralda, o creme de bumbum, a toalha. Aí você coloca seu bebê na banheira e é só alegria. Ele tá curtindo o banho, você tá curtindo o momento relaxante com seu filho. Beleza.

Quando de repente, sem aviso prévio:

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Apesar do drama, não é fim do mundo.

Parece. Mas não é.

Tira o bebê – e põe ele aonde, meu Ds do céu? Na pia? Na privada? No chão?? – joga a água fora. Limpa a banheira. Enche de novo.

Se tiver alguém em casa pra te ajudar, melhor. Senão, tem que se virar nos trinta mesmo.

Que mãe nunca, né?

Bom, aí eles crescem. Chega uma idade em que eles ainda não tiraram a fralda, mas já entendem alguma coisa…

E foi num belo dia, poucos meses antes de meu filho completar dois anos, que ele estava tomando banho e eu sentada no chão ao seu lado, papeando no telefone, quando de repente ele começa a gritar, empolgadíssimo:

FILHO: Olha mãe! Tem massinha aqui!!

EU (meio no telefone meio ouvindo ele): Legal filho, legal. Massinha.

Aí me dou conta de que tem um brinquedo estranho nesse banho. Um brinquedo que eu não conhecia…

Adivinha o que era?

surpresas 2

Ele ficou me olhando com seus olhinhos arregalados, sem entender. Tadinho…

Bom. Alguns anos se passaram… Minha filha nasceu. Minha experiência como mãe aumentou. Aprendi a lidar melhor com situações de crise. Um cocô no banho deixou de ser um bicho papão.

E, como já era de se esperar, chegou o grande dia da minha filha escapar no banho. Afinal, todo mundo tem sua vez, né? Mas agora, tínhamos um agravante: a ilustre presença do seu irmão mais velho na banheira (porque eles tomam banho juntos).

Aparentemente ele achou a situação engraçada.

Pois enquanto eu, super mega ágil, tentava contornar a situação…

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Realmente… hilário.

Aí é o mesmo procedimento: Tira um do banho. Tira o outro. (Reza pra acontecer no verão pra ninguém pegar uma gripe. Também reza pra a sua filha não estar com diarreia). Limpa a dita cuja. Tira a água da banheira. Limpa a banheira. E por aí vai…

E ri junto. Porque rir é o melhor remédio.

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Dia Internacional da Água

Água. Um tema tão importante e recorrente nos jornais. No mundo. Na vida. No dia a dia.

Nós já estamos cansados de saber que precisamos economizar água. Sobre racionamento de água. Sobre a importância da água. Etc.

E as crianças? Será que têm alguma consciência? Quanto eles estão sabendo sobre o assunto??

Resolvi perguntar para o meu filho de 4 anos. Segue a breve entrevista:

Comecei com uma pergunta simples e direta:

EU: Filho, o que é água??

FILHO  (Pensa. Pensa. Pensa): É onde os patos vivem, mãe.

Muito bom.

A água é de fato imprescindível para o reino animal.

AGUA 1

Ok. Muito justo.

(Super K é o supermercado que a gente faz compras semanalmente)

FILHO: A dos patinhos eu só uso pra fazer barquinho!!

Ah sim, barquinhos.

EU: E da onde você consegue água pra você usar, filho?

FILHO (inquieto): Mãeee, do Super K. Já te falei.

Que impaciência as crianças desses dias.. eu hein!

AGUA 2

Ele fala isso com os olhos brilhando.

A fábrica é tipo D’us.

EU: E para que você usa a água?

FILHO: Pra me hidratar. E pra ir na piscina.

Só pra isso? E pra tomar banho? Escovar os dentes?

Decido perguntar:

AGUA 3

É lógico! Os barquinhos… Como eu pude me esquecer?

Feliz dia internacional da água a todos!!

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ps: Entreviste seu filho!! É muito engraçado!!

ps2: Hoje, 22 de março, é o dia internacional da água.

Acho importante chamar atenção para a última pergunta, que eu fiz depois de escrever o post:

EU: Filho, a água tá acabando?

FILHO: Não tá, mãe.