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Regras

Toda casa tem suas regras.

Algumas são firmes, outras mais flexíveis.

Desde “Não pode dormir sem tomar banho” até “não pode comer no quarto” ou “Terça feira é dia de cortar a unha”.

O engraçado é que as crianças vão crescendo e as regras que eram vitais começam a perder o sentido e sair de cena para dar espaço a regras novas.

Filhos fazem isso com nosso lar.

Por exemplo, aqui em casa antigamente a gente não podia passar de sapatos na frente do quarto das crianças de noite, porque senão eles acordavam. Era motivo de grande discussão entre eu e meu marido, mas no final ele acatou a regra – tira o sapato e passa (coisa de mãe paranóica).

Era uma situação meio ninja, tipo..

REGRAS 1

Hoje em dia eu posso passar o aspirador na frente do quarto deles que eles continuarão profundamente adormecidos.

Ou seja, a regra do tira-o-sapato-na-frente-do-quarto caiu.

Dizem que para as crianças as regras são muito importantes. Tem gente que discorda, sei que existem linhas de maternidade mais liberais (pelo menos já li a respeito).

Mas por aqui temos a rotina, e uma porção de regras. Exemplo:

regras 2
Enfim. Essas são apenas algumas.

E esta tarde, meu filho criou uma regra nova.

Minha pequena de dois anos estava inconsolável porque queria ter servido a salada no prato dela sozinha, e eu já havia servido. Obviamente essa situação para uma criança de dois anos é considerada algo próximo do fim do mundo.

Então ela chorava e se debatia no chão, e ninguém sabia o que fazer.

Eis que meu filho, preocupado, diz:

FILHO: Mãe tenho uma nova regra pra nossa casa

EU: Qual filho?

regras 2

(L)

Eles se batem, reclamam um do outro o dia inteiro, as brincadeiras acabam em choro… Mas no fundo se importam (muito) um com o outro.

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PS: É claro que não vou acatar essa regra nova da casa.

PS2: Ela logo parou de chorar, depois de eu convidá-la para servir salada no prato do irmão.

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O besouro

Eis que na minha varanda aparece um besouro. No meio de são paulo, capital.

Eu particularmente (como vocês podem conferir neste post) não amo quando esses bichos aparecem. Mas preciso reconhecer que essas ocasiões são muito emocionantes e bem aproveitadas pelas crianças.

Primeiro a minha reação:

Screen Shot 2015-04-24 at 4.35.43 PM

Como eu vejo o bicho.                                                    Como ele é de verdade

Aí as crianças aparecem correndo, num misto de empolgação e adrenalina:

besouro 2

E então, meu filho começa a utilizar as suas técnicas infalíveis de como se livrar (não MATAR, apenas tirá-lo da casa) do bicho. Vamos lá:

#1 Tentar pegar com pedaço de papel e jogar pela janelabesouro 22

Digamos apenas que a coordenação de um menino de cinco anos não é suficiente para essa missão. Conseguimos com grande dificuldade apenas virar o bicho de cabeça pra baixo, se debatendo com as perninhas pra cima.

#2 jogar água

besouro 23

Mas ele não jogou água o suficiente.

O bicho continuou naquela posição mexendo as patinhas freneticamente.

#3 Fazer um desenho muito feio e assustador para amedontrar o bicho para ele ir embora

BESOURO 2`1

Por razões óbvias não funcionou.

#4 Jogar mais água

E transformar a varanda numa piscina da dengue?? De jeito nenhum.

Entre essas e outras, o besouro conseguiu se desvirar e sorrateiramente, se mandou.

RESULTADO: Há um besouro a solta pela minha casa. Aiai. Vamos rezar para dar tudo certo.

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Da série “mamãe pegou dengue”

Pois é, peguei.

Não sei onde, não sei quando e nem como. Mas eu, como milhares aqui em são paulo, fui premiada pelo mosquitinho sem vergonha. E naturalmente fiquei acabada, de cama, tomando soro, etc etc e tal, faltando no trabalho, na aula…

Mas já estou melhorando, e isso que importa.

Mamãe doente foi sensação na casa. E confesso que fiquei impressionada com a capacidade dos filhos entenderem que a mamãe tá dodói e precisa ficar na cama. Bonitinhos, eles traziam seus livrinhos e jogos pra brincarmos juntos deitados. Meu quarto se tornou uma zona, mas tudo bem, são os ossos do ofício..

Minha filha, muito preocupada, fez questão de usar o seu método de tratamento altamente eficaz, denominado por ela mesmo de “gelinho”. Consiste em ir até o congelador, pegar uma pedra de gelo, e passar na região ferida.

FILHA: mamãe, aonde tá doendo?

EU: aqui no meu braço, meu amor.

Que local que eu poderia falar, né?

post 85

Acredito que ela aprendeu essa técnica na escola.

Depois de pressionar o gelo na minha mão por uns 6 segundos, ela diz:

post 85 b

E aí ela pediu o que pareceu ser o pagamento pelo atendimento.

FILHA: Então dá beijo aqui na minha bochecha.

EU (morrendo de amores): smack!! Que bochecha gostosa! Posso dar mais um?

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E assim, levantou e foi embora.

O tratamento foi bastante produtivo, fico feliz em afirmar que já estou muito mais bem disposta.

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Distrações maternas

Sempre começa com um convite inocente.

FILHO: Mãe, quer assistir meu teatro de playmobil?

EU: Quero filho! Oba!

Nada contra os teatros e shows e afins. Acho super legal e educativo. Mas tenho uma certa dificuldade em prestar atenção em toda a história – que pode chegar a durar horas.

Porque crianças de cinco anos contando histórias causam certas distrações…

MAGICO 11

Ah que legal, história de mágico é novidade.

magico 122Hm… bichos. Preciso comprar tomada de bicho pro quarto das crianças eles tão levando muita picada… Deixo olhar aqui no aplicativo da Onofre se tem.

FILHO: E a girafa caiu do trem e…

MAGICO 454EU: To sim, to sim, desculpa.

FILHO: E aí a rainha do mal…

Que rainha do mal? Ele não tava falando de nenhuma rainha do mal antes. Aliás eles tem aniversário do Frozen essa semana. Preciso comprar presente. E também preciso comprar shampoo pra eles que está acabando.

E por falar em comprar deixa eu fazer uma lista de supermercado rapidinho, tá faltando tudo nessa casa.

,magico 343

Ai é mesmo… o teatro!!

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No fim deu tudo certo. Ouvi mais ou menos a história do mágico dos bichos e da rainha má. Porque minha filha apareceu precisando ir no banheiro duas vezes, o interfone tocou, e eu precisei ajudar um animado grupinho de whatsapp a decidir se uma blusa era bonita para comprar ou não.

Mas meu filho ficou feliz que eu permaneci lá, quase firme e forte, até o fim da história.

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Escolhas

Aqui ultimamente temos utilizado um método muito eficaz quando temos uma decisão difícil para ser tomada. Se chama Uni Duni Tê, acho que todo mundo conhece né?

Minha filha de dois anos usa para tudo.

“que Shampoo você vai querer usar hoje, o amarelo ou o verde?”

“Você quer comer maçã ou melancia?”

“Que livrinho você quer ler hoje?”

Então ontem eu estava vestindo ela pela manhã e perguntei qual das duas blusinhas ela iria querer usar:

uni duni

Como sempre, uma decisão difícil.

uni duni 2

E lá vamos nós, estendendo o braço gorducho e apontando de uma blusinha para a outra…

uni duni 3

o – sor – ve – te  –  co – lo – ri – do …..

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Aí ela para de mexer o bracinho de um lado para o outro e pensa concentradamente.

E finalmente:

uni duni 5

Uma escolha cem por cento neutra e imparcial.

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Show de mágica

Nova moda da casa: mágica. Com baralho.

Eu estava em casa sentada tranquila, quando de repente:

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Hm mágica!! De novo.
Ok, legal.

magica 12

Ok. Dois de coração. Fácil. Decorável.

Vambora.

magic 13

Devolvo.

Aí, durante uns 20 segundos, ele mistura as cartas, rindo misterioso, e finalmente, tira exultante uma carta do baralho, e pergunta:

magica 14

Ai… não é. Mas o que eu respondo?

EU: É essa mesma filho!! Legal!!!

Tomara que ele não saia por aí fazendo mágicas de baralho pras pessoas.

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Acho importante complementar o post compartilhando que na terceira tentativa ele acertou a carta! Eeee!

E que ele seguiu fazendo a mesma mágica por meia hora depois…

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Porque eles sempre pegam a gente no flagra..

Era um fim de tarde comum. Quase hora do jantar. Eles estavam brincando na sala e eu estava num momento DAQUELES… precisando de açúcar. (Como já falei nesse post, as vezes as mães precisam de doce. Na verdade todo mundo precisa, mas mães tem necessidades especiais.)

Então, muito discretamente me levantei e, me certificando de que os dois estavam bem distraídos com seus carros e bloquinhos, saí de fininho pra cozinha.

Abri o armário, peguei o chocolate (que fica na prateleira mais alta, bem escondido e fora do alcance de pessoas com menos de um metro e meio).

Me certifico que ninguém vai aparecer.

CHOCOLATE 2

Consigo ouvir eles brincando na sala. Meu filho faz barulhos estranhos de carro e minha filha parece estar imitando ele. Ela adora imitar ele. Fofa.

Parece que estou a salvo!!

Mas… foi só encostar o doce na boca

choc 3
Doce ilusão.

Acho que vai ficar pra próxima.