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2016 está chegando

Mais um ano que chega ao fim! Já é o terceiro fim de ano do Filhos em Quadrinhos, nem posso acreditar! E por isso, decidi pegar a lista de resoluções que fiz aqui para 2014 e repassar ela.. Vou comentar item por item que tinha na lista. A resolução vai estar escrita normalmente e os meus comentários de hoje vão em vermelho escuro/vinho/uva itálico (não sei definir ao certo que cor é essa).

Vamos lá:

LISTA DE RESOLUÇÕES PARA 2014 (compilada em 30 de dezembro de 2013)

1- Aprender receitas novas e variadas pra fazer em casa

dez/2015: Aprendi!! E mudei algumas coisas! Oba! Mas sempre dá pra aprender mais, né? 

2- Trabalhar para ser uma mãe cada vez mais PACIENTE e CENTRADA

dez/2015: Vamos pular essa… 

3- Não comer as coisas que meus filhos deixam no prato. (Mesmo se for muito gostoso)

dez/2015: Também vamos pular essa

4- Não pegar salgados em festinhas dizendo que são para os meus filhos quando eu sei que eles não vão comer e quem vai comer sou eu. (AUTO ENGANAÇÃO)

resolucao 1

dez/2015: Desencanei… se eu estou com vontade eu pego e como mesmo porque o importante é ser feliz. Mas minha vontade também diminuiu!! Acho que nosso gosto vai mudando conforme os anos vão passando né..? 

5– Não comprar mais coisas inúteis achando que elas vão mudar minha vida (como os lenços umidecidos de higienizar chupeta. Nunca usei. )

dez/2015: Melhorei nisso!!! Tenho pensado mais antes de comprar coisas inúteis! Só livros que eu não aguento… livros são minha perdição.

6- Organizar! Manter organizados os brinquedos das crianças (incentivá-los a guardar, mesmo que seja muito mais rápido eu guardar tudo sozinha)

dez/2015: Como eles cresceram um pouco, consegui fazer com que eles começassem a arrumar os brinquedos. Mas mesmo assim, nos dias que eu estou cansada pra ficar no pé deles eu arrumo tudo sozinha – mais rápido, prático e eficiente? Sim. Menos educativo? Sim também… Mas a vida é assim.

7- Não ficar berrando desesperada quando meus filhos alimentam os carneiros na fazendinha

resolucao 33

dez/2015: Aprendi a relaxar mais com isso…! Mas acho que deve ser porque eles cresceram um pouco. Até no Parque da Água Branca (ou das galinhas assassinas) eu também fico mais tranquila.
ferias 4

8- Ensinar meu filho a nadar URGENTE ***

dez/2015: Ensinei!!! Ele se vira super bem na água. Agora a meta é ensinar minha filha a nadar. 

9- Começar a anotar as pérolas das crianças para não esquecer.

dez/2015: Vamos pular essa também.. 

10- Usar menos o whatsapp e o iPhone em geral quando estou com meus filhos (vício horroroso)

dez/2015: De fato consegui melhorar o vício do iPhone sim, evito ao máximo usar quando estou com as crianças. Mas é que nem o item 1, o das receitas. Sempre dá pra progredir um pouco mais, né?  

É isso aí! Os filhos crescem e a gente vai crescendo com eles. Desejo a todos meus leitores um ano com mais noites bem dormidas, mais momento de fofura, mais compreensão, mais paciência e amor.. um 2016 com menos choro, menos brigas de irmãos, e menos dodóis!

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Sonhos e aspirações

Todo mundo tem sonhos. Sonho de virar estrela de cinema, ou em ser um grande médico, em se tornar empresário, artista, chef de cozinha… Alguns tem uma viagem dos sonhos, a casa dos sonhos. Ou sonhos mais imediatos, como o de passar de ano sem nenhuma recuperação, ou o de conseguir dormir 8 horas inteiras numa só noite.

Minha filha pequena tem um sonho.

Ela quer muito ter cinco anos. A aspiração da vida dela é ter cinco anos. Se você pergunta para ela “O que você quer ser quando você crescer?” Ela vai te responder:

cinco anos 1

Ela acha que fazer cinco anos vai abrir todas as portas do mundo pra ela. Se você já conversou com ela, provavelmente já deve ter ouvido “Porque quando eu fazer cinco anos…”

Com certeza esse sonho é inspirado no irmão, que hoje efetivamente tem cinco anos (e em duas semanas faz seis!!).

Quando eu perguntei para ela por que ela quer ter cinco anos, ela me compilou verbalmente uma lista completa de bons motivos. Com cinco anos ela poderá usar o elevador sozinha (desde que peça autorização pra mamãe), tomar banho sozinha, e fazer lição de casa todos os dias (!!!). Poderá viajar e passar o final de semana com os avós sozinha. Poderá ler sem ajuda os seus livrinhos antes de dormir. Poderá ir à dentista e ganhar uma lanterninha da Frozen (brinde que a doutora dá).

cinco anosEpa! Ficar acordada na-na-ni-na-não..

EU: Filha, isso você não vai poder fazer. Seu irmão tem cinco anos e ele dorme na mesma hora que você.

Então ela pondera um pouco e me pergunta:

FILHA: Mamãe, o que acontece depois de cinco anos?

EU: Hm… Você faz seis anos

cinco 3EU: Não filha, ainda não..

FILHA: Com quantos anos eu vou poder ficar acordada igual você?

EU: só lá pelos dez (inventei uma idade bem longínqua porque, para falar a verdade, não tenho a menor ideia de quando ela vai poder ficar acordada até tarde. Minha experiência como mãe vai até a tenra idade de seis anos)

Mas acho que serviu. Porque ela se contentou com a resposta e saiu andando, pensativa.

Acho que dei um nó na cabecinha dela. Mas vamos ver se amanhã ela continuará querendo fazer cinco ou vai começar a sonhar com o dez…

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É interessante que ela também usa essa idade de cinco anos para se esquivar das coisas… Por exemplo: quando eu pergunto quando a gente vai jogar as chupetas pros peixes, ela sorri e responde: Quando eu tiver cinco anos, mamãe! 

(O que é claro que não é verdade, pretendo tirar este ano… Ela usa a chupeta pra dormir, e gosta tanto que estou com dó de tirar!)

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A mentira

Hoje vou escrever sobre um episódio que me marcou muito este ano.

Nesses quase seis anos de maternidade (uau quase uma pós graduação!!) tem uma coisa que eu aprendi: eu sou o exemplo dos meus filhos. E é muito difícil ser exemplo o tempo todo…

Era um belo dia de sol, e estávamos muito empolgados para ir num novo brinquedão de água que só abre no verão.

MENTIRA 1

Chegamos lá e descubro um pequeno detalhe: a idade mínima para as crianças poderem ir no tal brinquedo era de 6 anos.

Meu filho tem cinco e meio.

Ele já é grandinho e sabe nadar, e neste brinquedão o uso de colete salva vidas era obirgatório. Não achei que teria problema algum ele ir. E quando nos inscrevemos para entrar no brinquedo, ninguém perguntou a idade dele. Deixaram ele entrar direto.

Enquanto ele ia colocando o seu colete, uma turista que estava por lá perto perguntou:

“Que menino bonito! Quanto anos ele tem, seis?”

Eu, com medo de que a mulher pudesse nos delatar para os responsáveis do brinquedo, mexi a cabeça e afirmei que sim. Respondi em voz baixa, quase num sussurro, disfarçando para os meus filhos não escutarem a minha pequena mentirinha branca.

Coletes postos, tivemos uma manhã encantadora no brinquedão, com direito à muita diversão e risadas.

Quando estávamos indo embora (veja bem, já havia se passado mais de duas horas que estávamos lá) meu filho vira para mim e pergunta:

mentira 2

Pega de surpresa, fico sem resposta. O que eu posso dizer? Como explicar para um menino de cinco anos que as vezes uma mentira inofensiva é politicamente aceitável, dependendo do contexto?? Ele terá o discernimento para entender? Ou vai começar a achar que mentir é normal? Será que devo mentir (de novo!!) pra ele e dizer que não, eu não menti para a mulher e ele que se confundiu?

Reflito um pouco sobre as minhas opções. Lembro da história de minha amiga Márcia, fisioterapeuta, de quando ela era pequena. Um dia, a vizinha que vendia pano de pratos tocou a campanhia procurando a mãe dela, provavelmente para mostrar os novos modelos da coleção. Márcia então chamou a mãe pela porta, e esta, por sua vez, se escondeu e fez um acentuado ‘não’ com o dedo indicador, sinalizando com os lábios “Diga que eu não estou!!”.

Este foi o dia em que Márcia aprendeu a mentir, e ela lembra-se dele até hoje. Quase 35 anos depois.

Entre todas as opções que voam pela minha mente, a história da Márcia, os prós e contras de cada saída, eu finalmente escolho a reposta mais honesta que pude:

mentira a

Fui até a mulher, que estava a uns 10 passos de distância. Falei qualquer amenidade sobre o clima, ou sobre como estava cheio o parque. E voltei até os meus filhos, que me observavam atentamente.

Guardamos nossas coisas e fomos embora, em silêncio.

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Sobre Meninos e Meninas

Faz uns dois anos meu filho ganhou de presente um carrinho de controle remoto, super legal.

O diferencial deste carrinho, é que ele fica preso ao seu controle por um fio de mais ou menos um metro e meio de comprimento, para o carro não “se perder”. Já viram um desse estilo? (Achei bem prático esse fio, assim pelo menos os dois estão sempre guardados juntos)

Pois bem.

Semana passada as crianças encontraram este carrinho há séculos perdido no armário de brinquedos (também conhecido como armário das coisas perdidas e nunca mais encontradas… você deve ter um desses em casa, não?)

Meu filho ficou excitadíssimo, é lógico. Passou a tarde brincando. Mais ou menos assim:

meninos meninas

Altas velocidades, manobras, e algumas batidas pelos móveis da casa…

E então, mais tarde, depois do irmão cansar da brincadeira, minha filha encontrou o tal do carrinho e resolveu brincar também.

Mais ou menos assim:

meninos meninas 2

 

Como é que é?

Desfilando delicadamente com o seu auau e sua bolsinha a tiracolo.

Pois é… meninas serão sempre meninas.

E meninos serão sempre meninos.

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Gostaria de enfatizar que minha filha tem um cachorrinho de pelúcia rosa, preso por uma coleira de coração, que ela poderia ter levado pra passear pela casa. Mas por algum motivo que foge da minha compreensão, ela quis brincar com o carrinho… 

Vai entender…  

PS: Este texto não tem como objetivo estimular uma discussão sobre o movimento feminista ou as inúmeras vitoriosas conquistas das mulheres nas últimas décadas. Apenas apontar uma diferença natural de comportamento entre os gêneros, sutil porém significativa. Obrigada. De nada. Beijos. Paz. Luz. =)

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E chegou Dia das Mães

Sexta feira, dois dias antes do Dia das Mães. Eu estou na cozinha preparando o jantar, quando meu filho entra, saltitante, com um pacote na mão:

FILHO: FELIZ DIA DAS MÃÃÃES! Olha aqui o presente que eu te fiz na escola!!

EU: OBA!!! Obrigada meu amor! O que é isso?

FILHO: Uma sacola sustentável de supermercado. Pra você fazer compras.

dia das maes 4

 

EU: UAU! Estava precisando mesmo de uma. Que linda filho, obrigada!!

FILHO: E um chaverinho com o seu nome, olha:

dia das maes 2

chaveirinho                             sacola de mercado

 

(Pausa pra eu derreter de amor)

(Pronto)

Adorei o meu presente e vou usar – além de sustentável, o supermercado aqui do lado está cobrando 8 centavos o saquinho plástico, fala sério!!

Mas se você não foi sortuda como eu de ganhar uma sacola sustentável com um arco íris, coraçõezinhos e um chaveiro com o seu nome, seguem algumas ideias de presentes que a sua família pode te dar. A melhor parte? São todos gratuitos!!! (Maridão, fica a dica)

1- acordar as 10 da manhã

dia das maes 1

2- um banho relaxante e demorado (sem ninguém te apressando na porta)

dia das maes 33

3- banheiro sem plateia (dispensa comentários) – um mínimo de dignidade no nosso dia né minha gente…

DIA DAS MAES 5

4- uma refeição inteira sentada (sem precisar levantar pra trazer mais suco, ou buscar a colher da minnie, ou o copo da patrulha canina) – um luxo!!

Screen Shot 2018-05-13 at 2.44.48 PM

E aí, que outras ideias de presente nesse dia tão comercial especial? Lembre-se, todo dia é nosso dia, meninas! Mas se a gente pode ser mimadas uma vez por ano, por que não, não é mesmo? Aproveitem!

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Distrações maternas

Sempre começa com um convite inocente.

FILHO: Mãe, quer assistir meu teatro de playmobil?

EU: Quero filho! Oba!

Nada contra os teatros e shows e afins. Acho super legal e educativo. Mas tenho uma certa dificuldade em prestar atenção em toda a história – que pode chegar a durar horas.

Porque crianças de cinco anos contando histórias causam certas distrações…

MAGICO 11

Ah que legal, história de mágico é novidade.

magico 122Hm… bichos. Preciso comprar tomada de bicho pro quarto das crianças eles tão levando muita picada… Deixo olhar aqui no aplicativo da Onofre se tem.

FILHO: E a girafa caiu do trem e…

MAGICO 454EU: To sim, to sim, desculpa.

FILHO: E aí a rainha do mal…

Que rainha do mal? Ele não tava falando de nenhuma rainha do mal antes. Aliás eles tem aniversário do Frozen essa semana. Preciso comprar presente. E também preciso comprar shampoo pra eles que está acabando.

E por falar em comprar deixa eu fazer uma lista de supermercado rapidinho, tá faltando tudo nessa casa.

,magico 343

Ai é mesmo… o teatro!!

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No fim deu tudo certo. Ouvi mais ou menos a história do mágico dos bichos e da rainha má. Porque minha filha apareceu precisando ir no banheiro duas vezes, o interfone tocou, e eu precisei ajudar um animado grupinho de whatsapp a decidir se uma blusa era bonita para comprar ou não.

Mas meu filho ficou feliz que eu permaneci lá, quase firme e forte, até o fim da história.

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Em pé de guerra

Acabamos de passar por um momento de guerra aqui em casa.

Guerra mesmo.

Não sei como começou e nem como aconteceu.

De repente, eu comecei a sentir que estou fazendo tudo errado. Será que eu estou educando direito?

De repente parece que eu estou falando grego. Que as crianças não me entendem e que eu não entendo elas.

Eu falo A, meu filho quer B. Eu falo amarelo, ele insiste em no verde. Não sei o que aconteceu, nem como, nem exatamente quando começou.

Mas a vida estava assim:

HORA DE ENTRAR NO BANHO

sitio 1

 

HORA DE SAIR DO BANHO

sitio 2

 

HORA DE DORMIR

SITIO 3

HORA DE ACORDAR

SITIO 4

E assim vai.

Não eram resmungadas bobas do dia a dia. Eram discussões ferozes, regadas de ameaças de ambas as partes (entre as minhas “você não vai poder convidar amiguinho essa semana!!” e as dele “eu vou te acordar a noite!!”)

Sabia que era só uma fase. Que logo iria passar. Mas que fase dura!! E nesse meio tempo, entre tentar me manter calma sem explodir e tentar acalmá-lo, busquei explicações para esse comportamento. Adolescência da primeira infância? Da segunda infância? Volta as aulas? Ansiedade por algum motivo? Não sei que razões podem ser.

E esperei. E tive paciência. E mudei algumas coisas em casa. Minimizei as cobranças.

Mas o mais importante foi o esperar, com calma.

E aí, um belo dia…

SITIO 5

Passou. Com muita paciência e amor, funcionou.

Agora estamos de volta a fase das reclamadas básicas do dia a dia. Nunca imaginei que sentiria falta delas!!