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A vaca morrida

Este é um post sobre o dia em que vimos uma vaca morta na estrada.

Você já viu uma vaca deitada no meio da estrada? Eu nunca tinha visto. Foi uma experiência nova para mim e para o meu marido, e um tanto chocante para os meus filhos.

Estávamos viajando já há algumas horas por uma estradinha de duas mãos, cheia de curvas.

A situação dentro do carro era caótica (não vou ilustrar, vou deixar para suas mentes criativas imaginarem os pacotes de biscoitos, restos de maçã, papel kleenex jogados, garrafas de água vazias, etc) quando de repente passamos por uma vaca caída no meio da estrada. Gigantesca, branca. Uma cena chocante. Não havia sangue nem nada, apenas a vaca, e alguns carros parados prestando suas condolências na faixa ao lado*.

Ela estava tão serena que algum desavisado poderia imaginar que ela estava dormindo.

Com dois filhos pequenos no carro, nós não paramos. Deixamos a vaca para trás e continuamos nosso caminho, cada um absorto em seu silêncio, digerindo a cena, quando do banco de trás vem uma vozinha:

vaca morrida 1

Era minha filha.

EU:……. é verdade filha..

FILHA: Que nem eu né?

EU: Isso mesmo. Igual você.

vaca morrida 2

EU (e marido) HAHAHAHAHAHHAHAHA

FILHA: E aí ela fica assim, morrida.

O que eu posso dizer? Foi um aprendizado, passar pela vaca morta. Sem eu precisar falar nada, muitas lições ficaram para as crianças: temos que obedecer a mamãe, dar sempre a mão para atravessar a rua, estar sempre atentos…

Querida vaca da estrada, obrigada por me ajudar na árdua tarefa de educar os meus filhos, mesmo que só por alguns segundos. Sinto muito. Descanse em paz.

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Neste post aqui já falei sobre vacas na estrada. Mas no caso elas estavam vivas.

*Não havia ninguém fazendo contato físico e direto com a vaca, deitado em cima dela e abraçando-a como no filme do Eu Eu Mesmo e Irene. Isso foi um pouco decepcionante, confesso. 

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Palavra mágica

Em tempos de Mickey Mouse Club House…

FILHA: Mamãe, to com fome. Tem chocolate?

(Pois é, ela já nasceu com necessidade de chocolate e tudo. Bem menina mesmo..)

EU: Tem maçã cortada, serve?

FILHA: Tá bom, então eu quero maçã cortada

EU: Qual é a palavra mágica??

miska muska

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PS: Pra quem não sabe o que isso significa, ou nunca assistiu Mickey Mouse Club House.
PS2: eu estava me referindo à magia do Por Favor.

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Sobre Meninos e Meninas

Faz uns dois anos meu filho ganhou de presente um carrinho de controle remoto, super legal.

O diferencial deste carrinho, é que ele fica preso ao seu controle por um fio de mais ou menos um metro e meio de comprimento, para o carro não “se perder”. Já viram um desse estilo? (Achei bem prático esse fio, assim pelo menos os dois estão sempre guardados juntos)

Pois bem.

Semana passada as crianças encontraram este carrinho há séculos perdido no armário de brinquedos (também conhecido como armário das coisas perdidas e nunca mais encontradas… você deve ter um desses em casa, não?)

Meu filho ficou excitadíssimo, é lógico. Passou a tarde brincando. Mais ou menos assim:

meninos meninas

Altas velocidades, manobras, e algumas batidas pelos móveis da casa…

E então, mais tarde, depois do irmão cansar da brincadeira, minha filha encontrou o tal do carrinho e resolveu brincar também.

Mais ou menos assim:

meninos meninas 2

 

Coméquié?

Desfilando delicadamente com o seu auau e sua bolsinha a tiracolo.

Pois é… meninas serão sempre meninas.

E meninos serão sempre meninos.

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Gostaria de enfatizar que minha filha tem um cachorrinho de pelúcia rosa, preso por uma coleira de coração, que ela poderia ter levado pra passear pela casa. Mas por algum motivo que foge da minha compreensão, ela quis brincar com o carrinho… 

Vai entender…  

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Regras

Toda casa tem suas regras.

Algumas são firmes, outras mais flexíveis.

Desde “Não pode dormir sem tomar banho” até “não pode comer no quarto” ou “Terça feira é dia de cortar a unha”.

O engraçado é que as crianças vão crescendo e as regras que eram vitais começam a perder o sentido e sair de cena para dar espaço a regras novas.

Filhos fazem isso com nosso lar.

Por exemplo, aqui em casa antigamente a gente não podia passar de sapatos na frente do quarto das crianças de noite, porque senão eles acordavam. Era motivo de grande discussão entre eu e meu marido, mas no final ele acatou a regra – tira o sapato e passa (coisa de mãe paranóica).

Era uma situação meio ninja, tipo..

REGRAS 1

Hoje em dia eu posso passar o aspirador na frente do quarto deles que eles continuarão profundamente adormecidos.

Ou seja, a regra do tira-o-sapato-na-frente-do-quarto caiu.

Dizem que para as crianças as regras são muito importantes. Tem gente que discorda, sei que existem linhas de maternidade mais liberais (pelo menos já li a respeito).

Mas por aqui temos a rotina, e uma porção de regras. Exemplo:

regras 2
Enfim. Essas são apenas algumas.

E esta tarde, meu filho criou uma regra nova.

Minha pequena de dois anos estava inconsolável porque queria ter servido a salada no prato dela sozinha, e eu já havia servido. Obviamente essa situação para uma criança de dois anos é considerada algo próximo do fim do mundo.

Então ela chorava e se debatia no chão, e ninguém sabia o que fazer.

Eis que meu filho, preocupado, diz:

FILHO: Mãe tenho uma nova regra pra nossa casa

EU: Qual filho?

regras 2

(L)

Eles se batem, reclamam um do outro o dia inteiro, as brincadeiras acabam em choro… Mas no fundo se importam (muito) um com o outro.

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PS: É claro que não vou acatar essa regra nova da casa.

PS2: Ela logo parou de chorar, depois de eu convidá-la para servir salada no prato do irmão.

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Escolhas

Aqui ultimamente temos utilizado um método muito eficaz quando temos uma decisão difícil para ser tomada. Se chama Uni Duni Tê, acho que todo mundo conhece né?

Minha filha de dois anos usa para tudo.

“que Shampoo você vai querer usar hoje, o amarelo ou o verde?”

“Você quer comer maçã ou melancia?”

“Que livrinho você quer ler hoje?”

Então ontem eu estava vestindo ela pela manhã e perguntei qual das duas blusinhas ela iria querer usar:

uni duni

Como sempre, uma decisão difícil.

uni duni 2

E lá vamos nós, estendendo o braço gorducho e apontando de uma blusinha para a outra…

uni duni 3

o – sor – ve – te  –  co – lo – ri – do …..

uni duni 4

Aí ela para de mexer o bracinho de um lado para o outro e pensa concentradamente.

E finalmente:

uni duni 5

Uma escolha cem por cento neutra e imparcial.

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Porque eles sempre pegam a gente no flagra..

Era um fim de tarde comum. Quase hora do jantar. Eles estavam brincando na sala e eu estava num momento DAQUELES… precisando de açúcar. (Como já falei nesse post, as vezes as mães precisam de doce. Na verdade todo mundo precisa, mas mães tem necessidades especiais.)

Então, muito discretamente me levantei e, me certificando de que os dois estavam bem distraídos com seus carros e bloquinhos, saí de fininho pra cozinha.

Abri o armário, peguei o chocolate (que fica na prateleira mais alta, bem escondido e fora do alcance de pessoas com menos de um metro e meio).

Me certifico que ninguém vai aparecer.

CHOCOLATE 2

Consigo ouvir eles brincando na sala. Meu filho faz barulhos estranhos de carro e minha filha parece estar imitando ele. Ela adora imitar ele. Fofa.

Parece que estou a salvo!!

Mas… foi só encostar o doce na boca

choc 3
Doce ilusão.

Acho que vai ficar pra próxima.

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Do berço para a cama?

Primeiro filho a gente faz tudo como manda o figurino, certo?

Então na hora de trocar para a cama eu pesquisei bastante o assunto, peguei dicas com amigas, livros e blogs. Preparei meu filho psicologicamente, contei para ele a história do menino-que-cresceu-e-ganhou-uma-cama.

Montei a mini cama no quarto dele, comprei lindos lençois de ursinho, de bola, de bicicleta… Arrumamos juntos a caminha, com os bichinhos de pelúcia que iriam dormir lá com ele, etc…

minicama 1

Foi uma transição pacífica e tranquila. Um processo que durou semanas.

Segundo filho:

Um belo dia minha filha começou a se jogar do berço. Escalou com agilidade e pulou para o chão. Caiu de gatinho.

O irmão morreu de rir.

Ela, consequentemente, morreu de rir.

E eu morri de preocupação.

MINICAMA2

Mas não adiantava explicar que não se pode pular do berço. Se o irmão-mais-velho-ídolo riu, por que ela pararia de se jogar, oras? Foi tão divertido!!!

No mesmo instante percebi que ela teria que se mudar para a cama. Era o triste e acelerado fim do berço na minha casa.

Em minutos, arrumei com os lençóis de menino a minicama que esteva escanteada no quarto. Depois decorei com duas bonecas que estavam por ali. E voilá: a transição da minha filha para a cama.

Rápida e sem muito preparo, tadinha…

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Como todos os bebês, ela logo percebeu que agora  tinha o poder de se levantar sozinha e sair do quarto.

E era isso que fazia, toda santa noite: se levantava e fugia. Morrendo de rir. Se sentindo o máximo!!

A farra durou uns quinze dias, para o desespero da família.

minicama 3

Foram dias enlouquecedores….

E quando ninguém mais tinha esperanças de que ela ia aprender a dormir na cama….. ela aprendeu!! Yaaayyy!!!!

Como já dizia algum desses nossos poetas brasileiros, “no fim, tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”. =)

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Confesso que exigiu muito trabalho e disciplina por parte de nós, pais. E que em determinado momento não via mais a luz no fim do túnel. Até cogitei voltar ela pro berço… 

Mas aí aconteceu!!  Quase chorei de emoção!!